Polícia Civil prende suspeitos de golpe com fotos de familiares no WhatsApp

Operação em Várzea Grande cumpre 15 mandados contra central de fraudes que usava engenharia social para pedir Pix

Polícia Civil prende suspeitos de golpe com fotos de familiares no WhatsApp
Operação da Polícia Civil cumpre mandados contra quadrilha de estelionato em Mato Grosso. Foto: Divulgação/PCMT

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre nesta sexta-feira 15 mandados contra grupo que operava central de golpes em Várzea Grande usando fotos de familiares.

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre nesta sexta-feira (16/10) 15 ordens judiciais contra um grupo criminoso que operava uma central de golpes em Várzea Grande. Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam indevidamente fotografias de familiares no aplicativo WhatsApp para solicitar dinheiro via Pix, aplicando técnicas de engenharia social.

A operação inclui cinco mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático. Todos os mandados são cumpridos em Várzea Grande.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início em 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico. Na ocasião, os criminosos empregaram indevidamente a fotografia de familiares para solicitar valores via Pix. Como não houve pagamento, o crime foi classificado como tentado.

Investigadores identificaram inicialmente um dos criminosos envolvidos no crime. Em setembro de 2025, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão, quando foram apreendidos celulares e identidades falsas em nome de cidadãos de Mato Grosso. Com base nas informações obtidas, a investigação identificou os demais integrantes do grupo e elucidou a participação de cada um na dinâmica das fraudes digitais.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

Segundo a polícia, os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Alguns também responderão por tráfico de drogas.

A operação foi nomeada “Persona Sintética” em razão das dezenas de documentos falsos encontrados com os criminosos. As investigações continuam para a conclusão do inquérito, quando serão realizados interrogatórios dos investigados e análise dos objetos apreendidos nesta segunda fase.

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