Projeto de lei quer limitar aplicação da sharia no Brasil em 2026

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança propõe garantir prevalência da legislação brasileira sobre normas religiosas

Projeto de lei quer limitar aplicação da sharia no Brasil em 2026
Fachada da Câmara dos Deputados em Brasília. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Projeto de lei de 2026 busca impedir práticas da Sharia que contrariem direitos fundamentais no Brasil, preservando a soberania jurídica.

Proposta busca garantir soberania jurídica e direitos fundamentais em 2026

O projeto de lei apresentado em 2026 pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança tem como foco a aplicação da sharia no Brasil. A proposta visa assegurar que as normas nacionais, especialmente a Constituição Federal, prevaleçam sobre qualquer preceito religioso que possa entrar em conflito com os direitos humanos e a legislação vigente. O parlamentar destaca que o objetivo é proteger direitos básicos de mulheres, crianças e minorias, evitando que práticas religiosas incompatíveis com o ordenamento jurídico brasileiro sejam implementadas.

Contexto internacional e preocupações com práticas da Sharia

A aplicação da Sharia ocorre em diferentes graus em países como Irã, Afeganistão, Brunei e Arábia Saudita, onde algumas interpretações resultam em punições corporais severas, casamentos forçados e restrições a direitos fundamentais. Em nações ocidentais, essas práticas frequentemente geram debates sobre direitos humanos e a convivência com sistemas jurídicos laicos. O projeto brasileiro surge para impedir que tais práticas sejam adotadas em solo nacional, garantindo a integridade do Estado Laico e a proteção das liberdades individuais.

Itens proibidos explicitamente pelo projeto de lei

O texto do Projeto de Lei 824/2026 elenca medidas que não poderão ser impostas sob pretexto de normas religiosas, como:
Punições corporais;
Casamentos forçados;
Coerção e intimidação;
Contratos que impliquem renúncia de direitos fundamentais;

  • Estabelecimento de sistemas jurídicos paralelos.

Esta lista reforça a intenção de preservar os direitos fundamentais e evitar discriminação ou subjugação de grupos vulneráveis.

Alterações na Lei de Migração para restringir promoção da Sharia

Além das restrições internas, o projeto propõe mudanças na Lei de Migração. A concessão de vistos ou residências seria vetada para estrangeiros que defendam ou promovam a imposição da Sharia incompatível com a Constituição brasileira. Caso ocorram tais promoções após a entrada no país, o projeto prevê a possibilidade de revogação do visto e expulsão, sempre garantindo amplo direito de defesa. Esta medida busca reforçar a segurança jurídica e o respeito às normas nacionais.

Tramitação e participação pública no processo legislativo

Após a apresentação, o projeto está disponível para consulta pública em uma enquete no portal oficial da Câmara dos Deputados, permitindo aos cidadãos manifestarem apoio ou preocupações. Posteriormente, a proposta será encaminhada a comissões especializadas, como Direitos Humanos e Minorias, Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Relações Exteriores e Defesa Nacional, e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para análise detalhada, garantindo ampla discussão e avaliação técnica.

Relevância do projeto para o Estado Laico e direitos democráticos

A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com um Estado Laico, onde a legislação civil prevalece sobre regras religiosas que possam comprometer direitos humanos. O projeto destaca a importância de evitar a criação de jurisdições paralelas que possam fragilizar a unidade jurídica nacional e a proteção dos grupos mais vulneráveis, assegurando que a fé e a prática religiosa individual sejam respeitadas sem extrapolar os limites legais.

Fonte: folhagospel.com

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