Ricardo Barros atribui vitória de Moro a reação contra o STF no Paraná

Deputado eleito analisa dinâmica eleitoral que garantiu governadoria a Sergio Moro e derrota de Sandro Alex ainda no primeiro turno

Ricardo Barros atribui vitória de Moro a reação contra o STF no Paraná
Ricardo Barros, deputado federal reeleito pelo Progressistas

Deputado Ricardo Barros avalia resultados do primeiro turno das eleições paranaenses e projeta segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR), reeleito no primeiro turno das eleições de 2026, fez avaliação da dinâmica política no Paraná e no cenário nacional em entrevista sobre os resultados da votação.

Barros atribuiu a vitória do governador eleito Sergio Moro (PL) e a derrota do candidato Sandro Alex (PSD) ainda no primeiro turno a uma “onda anti-Supremo”. Segundo o deputado, “As pessoas que estavam contra o STF acabaram sendo muito bem votadas. Foi uma onda da direita, foi uma onda contra o Supremo.”

O parlamentar disse ter obtido bom desempenho eleitoral, conquistando o 15º lugar entre os candidatos mais votados para deputado federal e o primeiro lugar entre candidatos de seu partido. Barros afirmou que “toda eleição tem uma onda” e que nesta votação houve concentração de votos em candidatos contrários ao Supremo Tribunal Federal.

Barros comentou sobre os resultados da Federação Brasil (Progressistas e União Brasil) no estado. A coligação elegeu seis deputados federais pelo Paraná — quatro pelo Progressistas e dois pelo União Brasil — além de seis deputados estaduais, todos do Progressistas. Ele mencionou que candidatos de centro como Beto Richa e Luciano Ducci não se elegeram.

O deputado projetou alinhamento da bancada da Federação com o novo governo estadual. Comentou sobre negociações para a composição da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), mencionando o potencial de atuação da deputada estadual Maria Vitória (PP).

No plano nacional, Barros detalhou a decisão da Federação Brasil em fechar questão a favor de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Barros projetou uma disputa “acirrada” e influenciada pela “imprevisibilidade do cenário jurídico” e pelo eleitorado indeciso.

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