Rogério Dias abre ateliê no Museu Casa Alfredo Andersen

Artista paranaense inicia residência artística com seus pássaros geométricos e convida público a criar desenhos

Rogério Dias abre ateliê no Museu Casa Alfredo Andersen
Rogério Dias apresenta sua obra no ateliê aberto ao público durante residência artística

O pintor paranaense Rogério Dias iniciou sua residência artística no Museu Casa Alfredo Andersen, onde apresenta ao público seu processo criativo com pássaros geométricos.

A residência artística de Rogério Dias no Museu Casa Alfredo Andersen iniciou nesta semana com proposta inovadora que mescla exposição e participação colaborativa. O artista paranaense, natural de Jacarezinho no Norte Pioneiro, abre as portas de seu ateliê para que visitantes presenciem seu processo criativo e criem seus próprios desenhos.

Pássaros geométricos como linguagem artística

Rogério Dias consolidou sua trajetória desde os anos 80 explorando uma técnica registrada que combina geometria e cores vibrantes. Seus pássaros apresentam padrões tropicalistas e formas precisas que transcendem a representação literal. Segundo o artista, a inspiração ultrapassa a observação da espécie: “As pessoas acham que tenho uma fixação pelos pássaros, mas a verdade é que o pássaro representa a natureza, a ecologia e me faz voltar à vivência no mato, onde cresci”.

Conexão com a natureza desde a infância

A obra de Dias emerge de experiências formativas enraizadas no contato com o ambiente natural. Seu pai criou o contexto visual que permearia sua trajetória artística, situando-o em espaços arborizados que moldaram sua sensibilidade ecológica. Essa vivência fundamenta tanto a temática quanto a abordagem temática de seu trabalho.

Programação e acesso público

Período: até 24 de julho de 2026
Dias: terça a sexta
Horários: 10h às 12h e 14h30 às 17h30
Entrada: gratuita para todos os públicos

  • Atividade: visitantes podem desenhar seus próprios pássaros

Projeto colaborativo da residência

Durante o período de residência artística, Dias trabalha na conclusão de um novo quadro mantendo sua padronagem clássica. Simultaneamente, propõe dinâmica participativa em que os desenhos autorais do público comporão uma parede coletiva. Essa estratégia expositiva democratiza o processo criativo e transforma o ateliê em espaço de experimentação compartilhada, alinhado aos princípios de movimentos ecológicos que inspiram o trabalho do artista.

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