Presidente Harry Massis anuncia saída do dirigente após pressões internas e externas; Rafinha permanece no comando esportivo

O São Paulo anuncia a saída de Rui Costa do cargo de diretor executivo de futebol neste sábado. A decisão ocorre em contexto de forte pressão interna.
Rui Costa deixa o cargo de diretor executivo do São Paulo em meio a turbulências internas
O São Paulo Futebol Clube formalizou, na tarde de sábado, a saída de Rui Costa da posição de diretor executivo de futebol. A comunicação partiu do presidente Harry Massis, que decidiu promover a mudança estrutural no departamento responsável pelas decisões técnicas e administrativas do futebol tricolor.
Contexto de pressão e desgaste político
A desvinculação ocorre em cenário de intenso desgaste tanto externo quanto interno. Nos últimos dias, Rui Costa tornou-se alvo sistemático de críticas provindas de setores da torcida organizada e também de conselheiros com influência nas deliberações do clube.
O dirigente enfrentava cobranças constantes, inclusive de seus aliados políticos dentro da estrutura são-paulina, para que promovesse alterações substantivas no comando do departamento. Esta pressão contínua fragilizou sua posição, levando à decisão pela sua substituição.
Permanência do gerente esportivo Rafinha
Apesar da mudança de comando no nível executivo, Rafinha segue mantido em seu cargo como gerente esportivo. Essa continuidade sugere que a administração entende haver funcionalidade na gestão técnica intermediária, focando a reformulação apenas no topo da hierarquia.
A decisão preserva certa continuidade nas operações do dia a dia, evitando uma reestruturação total que pudesse prejudicar negociações e decisões já em andamento.
Busca por alternativas e próximos passos
A diretoria já iniciou avaliação de perfis para ocupar o cargo vacante de diretor executivo nos meses subsequentes. Conforme comunicado oficial, o clube espera definir seu novo desenho organizacional em breve, sempre buscando conferir maior estabilidade à sequência da temporada.
Esta reformulação integra-se a uma série de decisões técnicas contestadas, como a demissão do técnico Hernán Crespo e a posterior contratação de Roger Machado, que também foi posteriormente desligado.
Histórico recente e escolhas controversas
Rui Costa havia defendido publicamente a contratação de Roger Machado, classificando o profissional como “de alto nível”. Durante entrevista em março de 2026, o então-diretor justificou também a saída de Hernán Crespo e avaliou o cenário financeiro delicado vivido pelo clube.
Suas posicionamentos nem sempre alinharam-se com expectativas da torcida, gerando acúmulo de descontentamento que culminou na sua saída. O São Paulo agora busca reorganizar-se institucionalmente para tentar recuperar credibilidade e estabilidade competitiva.





