Vídeo de homilia proferida em março viralizou nas redes sociais com mais de 7 milhões de visualizações

Sacerdotisa episcopal de Nova York causou indignação ao afirmar do púlpito que Deus não é binário e Jesus Cristo é transgênero
Uma sacerdotisa episcopal de Nova York causou indignação após video de seu sermão viralizar nas redes sociais. Flourish Klink, que se identifica como não binária e transgênero, proclamou do púlpito que Deus não é binário e Jesus Cristo é transgênero durante homilia em março na histórica Catedral de São João Divino, no Upper West Side.
Um trecho do sermão publicado no X na quarta-feira acumulou mais de 7 milhões de visualizações.
“Deus não é binário. Mas vou além disso e digo que Deus também é trans”, afirmou Klink durante a homilia, mencionando estar ajudando membros da congregação a “chegarem a um consenso”.
Klink explicou sua tese comparando a trajetória de pessoas transgênero com a de Deus. “Quando nós, pessoas trans, nascemos, as pessoas nos atribuem um gênero com base no que veem. Depois, quando crescemos, percebemos que isso não estava certo e que, no fundo, não somos do gênero que todos pensavam que éramos. Uma definição razoável de pessoa trans, né?”, disse.
“Muito bem, eis o porquê de Deus ser trans: quando Deus, que como já estabelecemos é não-binário, nasceu em forma humana como nosso Senhor Jesus Cristo, Maria disse: ‘Olha só, um menino!’. Deus não é um menino, isso já foi comprovado. Deus transcende a distinção entre menino e menina. A Deus foi atribuído um gênero ao nascer, e mais tarde ficou claro que esse gênero não era exatamente o correto”, continuou Klink.
A sacerdotisa prosseguiu argumentando que Jesus não era “tradicionalmente masculino” porque nunca se casou e “escolheu interagir e ensinar mulheres de maneiras muito incomuns”. Reconhecendo que sua visão era especulativa e não estava explícita na Bíblia, Klink sugeriu que, como Jesus não foi reconhecido imediatamente após a Ressurreição, Ele pode ter “transicionado”.
“Acredito que Jesus ressuscitou como o seu verdadeiro eu, que transcende o masculino e o feminino. Creio que Jesus não apenas foi transfigurado; creio que Jesus fez a transição”, concluiu Klink.
Klink possui mestrado em divindade pelo Union Theological Seminary e é co-presidente da Força-Tarefa Episcopal Trans da Grande Área de Nova York. O vídeo gerou uma Nota da Comunidade no Google contestando as afirmações feitas.



