Banco ajusta projeções e destaca cautela do Banco Central diante das incertezas fiscais
Santander revisa projeção do crescimento econômico para 1,3% em 2027, citando incertezas fiscais e cautela do Banco Central.
Confira as projeções do Santander para a economia brasileira em 2026 e 2027
O crescimento econômico 2027 é tema central na análise do Santander, que projeta um avanço do PIB de 1,8% em 2026 e uma desaceleração para 1,3% em 2027. Marco Caruso, economista e chefe de política monetária do banco, destacou que o cenário considera um ajuste fiscal moderado, mas com incertezas que limitam a atuação do Banco Central.
Impacto das incertezas fiscais sobre as decisões do Banco Central
O Santander avalia que a cautela do Banco Central está diretamente relacionada às incertezas na política fiscal do próximo governo. Segundo Caruso, a autoridade monetária enfrenta dificuldades para promover um “pouso suave” da economia, pois a incerteza reduz sua margem de manobra para cortes mais significativos na Selic.
Expectativas para a inflação e a taxa Selic até 2027
Apesar de reduzir a projeção da inflação para 5% em 2026, o banco prevê que o Banco Central fará apenas dois cortes na Selic, que deve recuar até 13,75%, com estabilidade ao longo de 2027. A inflação para 2027 está estimada em 3%, alinhada à meta do Banco Central, com o preço do petróleo Brent mantido em torno de US$ 80 por barril.
Cenário internacional e riscos para a economia brasileira
Entre os riscos globais, o Santander destaca as incertezas sobre a condução do Federal Reserve dos EUA, especialmente sob o mandato de Kevin Warsh, cuja política menos transparente pode aumentar a volatilidade nos mercados financeiros internacionais, impactando a economia brasileira.
Possíveis efeitos de uma reforma tributária e consolidação fiscal mais rigorosa
O banco também aponta que uma consolidação fiscal mais intensa pelo próximo governo poderia acelerar a desaceleração econômica, típico em episódios de aperto fiscal. Por outro lado, uma reforma tributária adequada pode contribuir para um crescimento maior do PIB em 2027, segundo avaliações de especialistas do setor.
A análise do Santander reflete uma tendência crescente nas projeções do mercado, apontando para um período de menor dinamismo econômico a partir de 2027, com grande influência das decisões políticas internas e do cenário internacional.





