Setor de serviços desacelera no segundo trimestre e sinaliza inflação resistente

Volume de receita cresceu apenas 2,0% em 12 meses, enquanto a receita nominal avançou 8,6%

Setor de serviços desacelera no segundo trimestre e sinaliza inflação resistente
Movimento no centro do Rio de Janeiro

Receita nominal do setor de serviços subiu 8,6% em 12 meses, mas volume cresceu apenas 2,0%, deixando diferença de 6,6 pontos percentuais.

O setor de serviços brasileiro apresentou desaceleração no segundo trimestre de 2026, com indicadores apontando para pressão inflacionária resistente na economia.

De acordo com dados do período, a receita nominal do setor subiu 8,6% no acumulado de 12 meses. Porém, o volume cresceu apenas 2,0% no mesmo intervalo, gerando uma distância de 6,6 pontos percentuais entre as duas métricas.

Essa diferença revela que a maior parte do crescimento nominal decorre de aumentos de preços, não de expansão real da atividade. O cenário sugere que inflação continua pressionando o segmento de serviços, mesmo com a moderação no ritmo de crescimento.

A desaceleração no setor de serviços é relevante por sua representatividade na economia. O segmento representa uma parcela significativa da atividade econômica nacional e emprega milhões de brasileiros.

Especialistas monitoram a evolução desses indicadores para avaliar a trajetória das pressões inflacionárias na economia. A resistência da inflação no setor de serviços pode impactar as decisões sobre política monetária nas próximas semanas.

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