Fenômeno atingiu a cidade na madrugada de segunda-feira e percorreu aproximadamente 15 quilômetros, causando danos significativos.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná classificou o tornado em categoria F2, com ventos entre 180 km/h e 250 km/h.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou nesta terça-feira (3) que o tornado que atingiu Maringá, no Norte do Paraná, na madrugada de segunda-feira (2), foi classificado como categoria F2 na escala Fujita, com ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h.
A confirmação foi divulgada após meteorologistas do Simepar realizarem análises de imagens, dados meteorológicos e vistorias nas áreas atingidas. O fenômeno ocorreu por volta das 3h, quando uma forte linha de instabilidade avançou sobre a cidade.
Segundo o Simepar, uma supercélula, tipo de tempestade organizada e de grande intensidade, passou pela região, favorecendo a formação do tornado. A confirmação foi possível a partir do cruzamento de informações do radar meteorológico, de estações de monitoramento, imagens aéreas e registros dos estragos.
Equipes do Simepar realizaram sobrevoos de drone e helicóptero em Maringá para avaliar os danos em diferentes pontos. Durante as vistorias, os meteorologistas encontraram telhas lançadas a mais de 1,3 quilômetro e folhas de zinco arremessadas a mais de 300 metros de distância.
Estruturas retorcidas, árvores danificadas e copas arrancadas também ajudaram a identificar a intensidade dos ventos. A análise apontou que o tornado percorreu aproximadamente 15 quilômetros, com início na região sudoeste de Maringá.
A classificação F2 na escala Fujita indica ventos entre 180 km/h e 250 km/h. Esses ventos são capazes de provocar danos significativos em construções, estruturas e na vegetação.



