Brasil e Rússia aparecem entre potências exportadoras que podem amenizar impactos do fenômeno climático

Especialistas apontam que estoques recordes de grãos, sementes resistentes à seca e melhorias tecnológicas na agricultura podem reduzir efeitos do El Niño
O sistema alimentar global apresenta maior resiliência para enfrentar um El Niño forte, segundo especialistas. A avaliação considera diversos fatores que fortalecem a capacidade de resposta da produção agrícola internacional.
Esroques de grãos em níveis quase recordes representam um colchão de segurança alimentar significativo. A disponibilidade elevada de reservas reduz pressões por abastecimento imediato durante períodos de escassez.
Os avanços tecnológicos na agricultura desempenham papel central nessa resiliência aumentada. Sementes desenvolvidas para resistir à seca permitem que produtores mantenham produtividade mesmo em condições climáticas adversas.
Melhorias nas previsões meteorológicas e na agricultura de precisão possibilitam planejamento mais eficiente das atividades produtivas. Agricultores conseguem antecipar impactos e ajustar práticas de cultivo com maior antecedência.
A irrigação aprimorada oferece alternativas para compensar redução de chuvas esperada durante o fenômeno climático. Sistemas modernos de irrigação aumentam a flexibilidade produtiva em regiões vulneráveis à seca.
Potências exportadoras como Brasil e Rússia estão posicionadas para amenizar efeitos globais do El Niño. A capacidade de produção desses países fornece estabilidade ao mercado internacional de alimentos durante períodos de clima adverso.
A combinação desses fatores estruturais e tecnológicos reduz as vulnerabilidades que afetaram sistemas alimentares em ciclos anteriores de El Niño, de acordo com análises de especialistas.




