Barreiras estruturais em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro travam expansão do segmento de companhias de baixo custo no país

A falta de disponibilidade de horários de pouso e decolagem em aeroportos principais restringe o acesso de operadores de baixo custo ao mercado brasileiro.
A concentração de slots em aeroportos brasileiros de grande movimento representa barreira significativa para a chegada de companhias aéreas de baixo custo ao mercado nacional.
Os terminais de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro concentram a maior parte dos horários disponíveis de pouso e decolagem, limitando o acesso de novos operadores ao mercado. Essa estrutura restringe a possibilidade de expansão do segmento de low cost no país.
A escassez de slots nesses aeroportos força novas companhias a buscarem alternativas em terminais secundários ou esperar pela liberação de horários, o que eleva custos operacionais e desestimula a entrada de novos players.
Além da questão de infraestrutura, a demanda concentrada nos principais hubs aeroportuários reforça a dificuldade de expansão das companhias de baixo custo, que dependem de alta frequência e custos operacionais reduzidos para manter seus modelos de negócio.
O cenário atual revela que a liberalização do mercado aéreo brasileiro enfrenta limitações estruturais que vão além da regulamentação, envolvendo aspectos físicos e operacionais dos principais terminais do país.





