Governador de São Paulo disse que a possibilidade se abre ao finalizar segundo mandato estadual, que venceu com 62,65% dos votos

Tarcísio de Freitas admitiu a possibilidade de concorrer ao Planalto em 2030, após sua reeleição como governador de São Paulo com 62,65% dos votos.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de concorrer ao Planalto em 2030, conforme declaração publicada nesta quinta-feira (29) em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.
“A gente tem que ver qual é o cenário de momento. E claro, eu vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. E terminando o segundo mandato, terminando bem, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, você não avalia sozinho”, afirmou.
Tarcísio foi reeleito governador de São Paulo no primeiro turno com 14.491.874 votos, correspondendo a 62,65% dos votos válidos. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país.
O governador havia sido o primeiro nome considerado para substituir Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026, após o ex-presidente ser declarado inelegível e posteriormente preso. Tarcísio ganhou apoio de nomes do Centrão, como o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Bolsonaro, no entanto, encerrou a questão ao escolher o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, para disputar a presidência. Tarcísio aderiu à decisão e optou por disputar reeleição ao governo paulista em vez de concorrer ao Planalto naquele momento.
Na eleição presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro recebeu 14.139.178 votos no segundo turno, total 352.696 votos inferior ao que Tarcísio obteve na disputa estadual. A comparação revela que as votações dos candidatos à governança estadual não se reproduziram na mesma proporção na disputa presidencial, embora seja impossível identificar transferência individual de votos entre diferentes cargos e turnos.
Na mesma entrevista, Tarcísio comentou a situação de Flávio Bolsonaro após sua derrota nas urnas, afirmando que respeita o resultado eleitoral. Segundo o governador, o momento representa uma oportunidade de aprendizado e exercício para a oposição.



