Montagem 'A Menina que Sonhou o Teatro' reúne 90 alunos e revisita trajetória da Escola de Dança em apresentações gratuitas

Escola de Dança Teatro Guaíra marca sete décadas com montagem cênica que reúne aproximadamente 90 alunos em palco, combinando balé clássico e dança contemporânea
A Escola de Dança Teatro Guaíra marca suas sete décadas de existência com um espetáculo inédito que transforma a própria história da instituição em linguagem coreográfica. Intitulado “A Menina que Sonhou o Teatro”, a montagem estreia no dia 3 de julho, às 20h, no Teatro Guaíra, consolidando um percurso de aprendizado e apresentações que moldaram gerações de bailarinos no estado.
A narrativa que percorre 70 anos de trajetória
A estrutura da produção organiza-se em episódios cênicos que refletem momentos emblemáticos da instituição. Uma personagem central desloca-se por cenários que representam diferentes espaços do teatro, visitando marcos de aprendizagem, bastidores e referências que definem a identidade pedagógica e artística da escola. A encenação culmina na celebração dos sete décadas, estabelecendo diálogo entre passado e presente através da composição cênica.
O desenvolvimento artístico envolveu a articulação conjunta da direção artística, coordenação pedagógica e equipes técnicas do Centro Cultural Teatro Guaíra. O resultado incorpora linguagens tradicionais e contemporâneas, refletindo a multiplicidade de formações oferecidas pela instituição ao longo de seu funcionamento.
Aproximadamente 90 alunos em cena
A montagem reúne em palco cerca de 90 alunos, além de professores e equipe pedagógica, mobilizando diferentes frentes de produção interna. Este número expressivo de participantes demonstra o escopo pedagógico e comunitário do projeto, transformando a celebração em oportunidade de aprendizado prático sobre processos criativos e produção cênica.
Segundo a diretora Larissa Pansera, a obra expressa o sentimento de orgulho pelas conquistas, qualidades e processos de superação vivenciados pelos estudantes. A dramaturgia, direção coreográfica e roteiro foram desenvolvidos pelo coreógrafo Allan Keller, enquanto a direção geral e artística ficou a cargo de Pansera, criando uma parceria que articula experiências de diferentes gerações da escola.
Confira a programação completa
3 de julho, 14h30 — Sessão didática exclusiva para aproximadamente 1.500 estudantes da rede municipal de ensino (Teatro Guairão)
3 de julho, 20h — Apresentação para público geral (Teatro Guaíra)
- 4 de julho — Segunda apresentação para público geral (Teatro Guaíra)
Recursos de acessibilidade integral
Todas as sessões contarão com tradução em Libras, audiodescrição e abafadores de ruído para pessoas com hipersensibilidade auditiva. Essa estrutura de acessibilidade reafirma o compromisso da instituição com a inclusão e democratização do acesso à experiência artística, garantindo que diferentes públicos possam participar da celebração.
Linguagens artísticas em diálogo
A montagem estabelece conversação entre balé clássico e dança contemporânea, tanto nas coreografias quanto na estrutura dramatúrgica geral. Essa abordagem híbrida reflete a evolução pedagógica da Escola de Dança Teatro Guaíra, que transitou entre tradições e inovações ao longo de suas sete décadas, formando profissionais preparados para múltiplas linguagens do corpo em movimento.
O espetáculo funciona como texto que fala do sonho do artista em prosseguir dançando, transformando aspirações individuais em narrativa coletiva que celebra a continuidade institucional e o legado transmitido entre gerações de aprendizes e mestres que passaram pelos palcos e salas da escola.





