Parceria inédita no Paraná visa tratamento de fissura labiopalatina com investimento de R$ 17,5 milhões

Instituto de Tecnologia do Paraná e Universidade Estadual de Ponta Grossa firmam parceria para criar biobanco público de células-tronco destinado ao tratamento de fissura labiopalatina.
O biobanco público de células-tronco marca avanço significativo na medicina regenerativa do Paraná. Tecpar e UEPG trabalharão conjuntamente em estudo clínico voltado ao isolamento e caracterização de células-tronco mesenquimais (CTM), extraídas de pacientes portadores de fissura labiopalatina.
Estrutura e processamento do biobanco
O material biológico coletado seguirá protocolo especializado de processamento laboratorial. As amostras serão submetidas a isolamento celular rigoroso, caracterização detalhada e controle de qualidade multifatorial. Posteriormente, o material será preservado em nitrogênio líquido em temperaturas ultrabaixas, garantindo viabilidade para futuras investigações científicas.
Esta infraestrutura permitirá que pesquisadores acessem recursos padronizados para desenvolver novas terapias regenerativas sem necessidade de coletas repetidas.
Financiamento e aprovações necessárias
O investimento de R$ 17,5 milhões foi destinado pelo Fundo Paraná, instrumento constitucional de fomento à ciência e tecnologia. O diretor industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende, ressaltou que a iniciativa depende de aprovação final da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar nas fases clínicas.
Impacto científico e clínico esperado
O biobanco funcionará como repositório permanente de amostras celulares, viabilizando múltiplas pesquisas futuras e publicações científicas. A fissura labiopalatina afeta milhares de brasileiros, e terapias regenerativas representam abordagem promissora para reconstrução tecidual com menos complicações cirúrgicas tradicionais.
Posicionamento do Paraná em pesquisa
A parceria consolida o Paraná como polo de excelência em medicina regenerativa no Brasil. A associação entre instituição de tecnologia aplicada e universidade pública cria sinergia para tradução de pesquisa básica em soluções clínicas viáveis. Esse modelo colaborativo fortalece o ecossistema de inovação estadual e atrai investimentos em biotecnologia.





