Aeroporto Afonso Pena cresce 12,6% em cargas e consolida polo de maquinários e autopeças

No primeiro semestre de 2026, o Aeroporto Afonso Pena exportou 1.489 toneladas, alta de 12,6% ante 2025, impulsionado por maquinários e autopeças.
O transporte aéreo exportações Paraná experimenta aceleração notável em 2026. No primeiro trimestre do ano, o modal aeroviário apresentou crescimento de 43% nas exportações brasileiras, consolidando sua relevância estratégica para o comércio exterior nacional.
No estado, o Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, registrou 1.489 toneladas exportadas no primeiro semestre, resultado que representa avanço de 12,6% comparado aos 1.322 toneladas movimentadas no mesmo período de 2025. O desempenho reflete investimentos contínuos em infraestrutura e operacionalização ágil do terminal.
Maquinários e autopeças dominam embarques
Maquinários, peças e componentes automotivos lideram consistentemente a lista de produtos despachados pelo aeroporto paranaense. Essa concentração não é aleatória: reflete a estrutura industrial consolidada no estado, que abriga importantes polos automotivos e cadeias produtivas altamente integradas.
Lilian Françoso, gerente de Cargas da Motiva Aeroportos, aponta que o resultado evidencia esforços de diversificação do perfil de mercadorias no terminal. “O Paraná abriga importantes polos industriais e cadeias produtivas altamente integradas, que dependem de soluções logísticas ágeis e confiáveis”, destaca a executiva.
Modernização e parcerias estratégicas
Nos bastidores operacionais, a parceria entre a Motiva e a operadora PacLog investe na modernização do terminal, concentrando esforços em agilidade operacional e ampliação da capacidade para cargas de alto valor agregado. Essas melhorias buscam posicionar o aeroporto como hub competitivo para exportações de produtos que demandam velocidade e segurança.
Impacto na cadeia de suprimentos
O movimento de crescimento nas exportações aéreas influencia diretamente os despachantes aduaneiros e operadores logísticos vinculados ao terminal. A demanda por soluções cada vez mais ágeis molda o funcionamento das empresas especializadas em comércio exterior, forçando inovação e modernização de processos.
O cenário reflete tendência mais ampla: o transporte aéreo deixa de ser solução exclusivamente cara e torna-se opção viável para produtos que justificam investimento em velocidade. No Paraná, esse movimento consolida a posição do estado como exportador de itens de alto valor agregado, mantendo competitividade em mercados internacionais sensíveis a prazos de entrega.





