TSE manda Lula remover vídeo de campanha gravado no Palácio da Alvorada

Ministro Kassio Nunes Marques determinou retirada de conteúdo em 24 horas após representação do senador Flávio Bolsonaro

TSE manda Lula remover vídeo de campanha gravado no Palácio da Alvorada
Lula durante ato de campanha no Rio de Janeiro em 22 de agosto de 2026. Foto: Ricardo Stuckert

Ministro Kassio Nunes Marques determinou que a chapa Lula-Alckmin retire das redes sociais vídeo gravado no Palácio com bandeira nacional

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) retirem das redes sociais, em até 24 horas, um vídeo gravado no Palácio da Alvorada em que Lula comenta o caso Banco Master.

A decisão é liminar e atende a uma representação do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência contra Lula. Flávio Bolsonaro acusa a chapa à reeleição de conduta vedada, por uso de bem público em benefício de candidatura, prática proibida pelo artigo 73 da Lei das Eleições.

O vídeo foi gravado em 3 de setembro e publicado no YouTube, Instagram, Facebook e X. Esses perfis de Lula foram informados à Justiça Eleitoral como canais oficiais da campanha.

Uma resolução do TSE permite que presidentes, governadores e prefeitos usem um cômodo da residência para conteúdo eleitoral, mas exige um ambiente neutro, sem símbolos ligados ao cargo. Segundo o ministro, esse não foi o caso, porque as imagens mostram Lula com a bandeira nacional e o estandarte presidencial ao fundo, além de outros elementos associados à Presidência.

Nunes Marques também proibiu o uso do vídeo, inteiro ou em trechos, no horário eleitoral gratuito de rádio e TV. Segundo a representação, a campanha chegou a cogitar essa veiculação. As plataformas digitais receberam ordem para remover os conteúdos.

O ministro ordenou que a Presidência da República, a Secom (Secretaria de Comunicação) e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) informem, em cinco dias, quem da equipe técnica entrou no Alvorada para a gravação, quais servidores e equipamentos foram usados na produção e se as despesas foram pagas pelo comitê de campanha ou pelo governo federal. As respostas vão servir para apurar se houve também uso de servidores e serviços públicos, vedado pela Lei das Eleições.

Lula e Alckmin terão cinco dias para apresentar defesa depois de serem citados.

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