Vagas de emprego nos EUA caem em agosto, mas demissões seguem baixas

Segundo o Departamento do Trabalho americano, as vagas abertas recuaram 256 mil, totalizando 7,079 milhões no último dia de agosto.

Vagas de emprego nos EUA caem em agosto, mas demissões seguem baixas
Escritório de Estatísticas do Trabalho divulgou relatório Jolts nesta terça-feira. Foto: Reuters

Vagas abertas nos EUA caíram 256 mil em agosto. Demissões mantêm-se em níveis historicamente baixos.

As vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos caíram em 256 mil no mês de agosto, totalizando 7,079 milhões no último dia do mês, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho em seu relatório Jolts divulgado nesta terça-feira (29). O número ficou abaixo das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam 7,225 milhões de vagas em aberto. A taxa de vagas de emprego caiu de 4,4%, em julho, para 4,3%.

Os dados de julho foram revisados para cima, passando de 7,271 milhões, conforme divulgado anteriormente, para 7,335 milhões de vagas. O relatório tem sido afetado por uma baixa taxa de resposta, que diminuiu consideravelmente em relação ao período anterior à pandemia da Covid-19, o que é motivo de preocupação entre alguns economistas.

As contratações aumentaram em 46 mil, para 5,192 milhões. A taxa de contratações subiu de 3,2% em julho para 3,3%. As demissões caíram em 61 mil, para 1,641 milhão, com a taxa caindo de 1,1% em julho para 1,0%.

O número historicamente baixo de demissões está impulsionando a estabilidade do mercado de trabalho, com os empregadores relutantes em intensificar as contratações. A maioria dos analistas considera que o mercado de trabalho recuperou o equilíbrio após enfrentar dificuldades durante grande parte do verão.

Economistas atribuíram a situação à incerteza decorrente da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que elevou os preços da energia e impulsionou a inflação. A estabilidade do mercado de trabalho dá ao Federal Reserve margem para se concentrar na inflação. O banco central dos EUA elevou neste mês sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, primeiro aumento em três anos, e sinalizou novos aumentos nos custos dos empréstimos nos próximos meses.

Os mercados financeiros estão precificando uma probabilidade de aproximadamente 70,3% de outro aumento dos juros em outubro, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

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