Vereador do PT é preso por lavagem de dinheiro do PCC

Vereador Senival Moura Foto: Afonso Braga/Câmara São Paulo

Operação Última Parada mira infiltração do Primeiro Comando da Capital no transporte público de São Paulo; vereador Senival Moura e presidente da Transunião são alvo

Vereador do PT é preso por lavagem de dinheiro do PCC
Vereador Senival Moura na Câmara Municipal de São Paulo Foto: Afonso Braga/Câmara São Paulo — Vereador Senival Moura Foto: Afonso Braga/Câmara São Paulo

Vereador preso lavagem dinheiro PCC em operação que investiga infiltração da organização criminosa no transporte público paulista. Bloqueio de R$ 194 milhões.

Vereador preso lavagem dinheiro PCC em operação contra crime organizado

Na quinta-feira (25 de junho), operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pelo Departamento estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu o vereador Senival Moura (PT-SP) sob acusação de vereador preso lavagem dinheiro PCC através da Transunião.

Mandados cumpridos em múltiplas cidades

Os órgãos de investigação expediram cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo e Minas Gerais. A ação integra esforços para desarticular a infiltração do Primeiro Comando da Capital nas operações de transporte público da região metropolitana paulista.

Bloqueios de bens e intervenção na empresa

A 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores determinou o bloqueio de patrimônio dos investigados no valor de até R$ 194 milhões. O sequestro inclui 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações. A cúpula da Transunião, composta por seis integrantes, foi afastada de seus cargos; a gestão da empresa passou para a SPTrans.

Alvos da investigação

Além do vereador Senival Moura, o presidente da Transunião, Lourival de França Monário, foi alvo da operação. A investigação aponta envolvimento da empresa com o esquema de lavagem de valores provenientes do crime organizado, utilizando o sistema de transporte público como instrumento para ocultação de origem ilícita de recursos.

Contexto da operação

A Operação Última Parada representa intensificação do combate à infiltração do PCC em estruturas públicas e privadas. As autoridades apontam que a organização criminosa utilizava a Transunião para operacionalizar esquemas de lavagem de dinheiro, aproveitando a circulação de numerário nas atividades de transporte coletivo.

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