Diretor declarou em entrevista à Variety que obra é capaz de converter heterossexuais em gays, segundo análise de colunista

O diretor Zack Snyder respondeu críticas de fascismo em entrevista e revelou que o filme 300 é um dos mais gays já feitos.
O diretor Zack Snyder respondeu em entrevista à revista Variety críticas que associavam seu novo filme A Última Fotografia a fascismo. A obra recebeu reações negativas já na estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto, com críticas ao roteiro, duração e violência explícita.
Snyder mencionou a reação similar ao filme 300 quando foi exibido no Festival de Cinema de Berlim. De acordo com o diretor, o filme recebeu vaias e o público saiu da sala, com jornalistas questionando se ele era um “cineasta fascista”.
Em coletiva de imprensa durante o festival alemão, segundo Snyder, um dos jornalistas perguntou: “Você é pró-gay ou pró-NRA? Qual você é?” O diretor respondeu afirmando ser “um pouquinho dos dois”, mas ressaltou ser “pró-gay”.
“Fiz o filme mais gay de todos os tempos. 300 é um dos filmes mais gays já feitos. Eu sempre digo: ‘Olha, existem poucos filmes em que as pessoas entram como heterossexuais e saem como gays, e 300 é um deles’.”
Um colunista que cobriu o assunto relacionou a declaração de Snyder a análises históricas sobre masculinidade na Grécia Clássica. Segundo análise baseada em Platão, em sua obra Leis, livro VIII, seção 836 b-e, o filósofo reflete sobre as leis de Esparta e questiona o modelo de relacionamentos masculinos adotado pela cidade-estado. O texto aponta reflexões de Platão sobre dinâmicas de relacionamento diferentes das consideradas normativas em seu tempo.



