TJSP rejeita pedido de absolvição sumária e agenda audiência para instrução e julgamento do caso de feminicídio
Justiça de São Paulo rejeita absolvição sumária do coronel acusado do feminicídio da esposa e marca audiência para instrução e julgamento.
Confira a programação completa das audiências do caso Gisele
29 de junho, às 09h30: Depoimentos do delegado Lucas de Souza Lopes, peritos criminais, policiais militares e vizinha do apartamento do casal
30 de junho, às 09h30: Depoimentos de policiais militares e testemunha protegida
1º de julho, às 09h30: Depoimentos dos pais de Gisele (depoimento especial da filha da PM) e outros
2 de julho, às 09h30: Depoimentos de policiais militares, incluindo um coronel
- 3 de julho, às 10h00: Interrogatório do coronel Geraldo Leite Rosa Neto
Justiça de São Paulo mantém processo contra coronel acusado de feminicídio
A Justiça de São Paulo negou o pedido de absolvição sumária da defesa do coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, e fraude processual. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro ressaltou que a análise das provas ainda não está completa, sendo inviável decidir pela absolvição sumária neste momento processual. A decisão marca a continuidade da investigação e do processo judicial, destacando que a absolvição sumária exige exame detalhado dos fatos e provas, o que somente será possível após a fase de instrução.
Detalhes da acusação e contexto do caso
Geraldo Leite Rosa Neto, que à época do crime era tenente-coronel e atualmente coronel devido à aposentadoria, é acusado de feminicídio e fraude processual. O crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal no Brás, São Paulo, quando Gisele foi atingida por um disparo na cabeça. Inicialmente registrado como suicídio, o caso foi reclassificado para morte suspeita após depoimento da mãe da vítima e novas perícias apontando lesões compatíveis com agressões. A investigação revelou um histórico de relacionamento conturbado, com denúncias de violência doméstica e abusos por parte do réu.
Implicações jurídicas e próximas etapas do julgamento
A juíza rejeitou pedidos da defesa para anulação do uso das investigações do Inquérito Policial Militar (IPM) e para devolução dos aparelhos celulares apreendidos. Além disso, o processo foi encaminhado para a Vara do Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes contra a vida. O Superior Tribunal de Justiça confirmou a competência da Justiça comum para o caso, afastando a Justiça Militar. As audiências de instrução e julgamento estão agendadas para o fim de junho e início de julho, quando serão colhidos depoimentos essenciais para a formação da decisão final. A continuidade do processo evidencia o rigor do sistema judiciário em casos de violência doméstica e feminicídio.
Impacto social e importância do caso para o combate à violência contra a mulher
O caso Gisele destaca as complexidades envolvidas em investigações de feminicídio e a necessidade de um processo judicial rigoroso para garantir justiça. A exposição de denúncias de abuso e violência doméstica reforça a urgência de políticas públicas eficazes e o fortalecimento de mecanismos de proteção para mulheres em situação de risco. A Justiça de São Paulo demonstra, neste processo, o compromisso com a apuração detalhada dos fatos, um passo fundamental para a responsabilização e prevenção de futuros crimes similares. A sociedade acompanha atentamente o desdobramento deste julgamento emblemático.
Procedimentos legais e opções para denúncias de violência contra a mulher
Além do processo judicial, o caso reforça a importância dos canais de denúncia e acolhimento para vítimas de violência. Serviços como o telefone 180 da Central de Atendimento à Mulher, o Disque 100 para violações de direitos humanos, além de aplicativos e ouvidorias especializadas, oferecem suporte, orientação e encaminhamento para proteção e atendimento psicológico. Medidas protetivas, previstas na Lei Maria da Penha, podem ser solicitadas em situações de risco, contribuindo para a prevenção e enfrentamento da violência doméstica no país.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: O PM Geraldo Leite Rosa Neto e a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ambos da Polícia Militar de São Paulo





