A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, rebateu na última segunda-feira (8) críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia sobre os encontros que ela tem promovido com mulheres evangélicas em diferentes regiões do país.
A declaração foi feita durante o quarto Encontro Nacional de Evangélicos do PT. Na ocasião, Janja comentou uma entrevista concedida por Malafaia em 2025, na qual o líder religioso afirmou que as reuniões organizadas pela primeira-dama não contavam com “nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico”.
Ao responder à crítica, Janja afirmou que considera importante ouvir mulheres de diferentes realidades, independentemente de sua notoriedade pública.
“Não chamo ele de pastor. Ele teve a cara de pau de ir à rede social e falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele. Porque toda mulher para mim é importante. Não importa se fiz uma reunião com duas, três, duzentas ou mil. O importante é que conversei. Ouvi elas”, declarou.
Veja a declaração da primeira-dama.
Aproximação com o público evangélico
A participação da primeira-dama no evento integra uma estratégia de aproximação do governo federal com o público evangélico, segmento que representa uma parcela crescente da população brasileira e possui relevância no cenário político nacional.
Nos últimos meses, Janja tem participado de cultos, encontros e entrevistas voltados ao público evangélico. Em outras ocasiões, ela afirmou sentir-se acolhida nesses espaços e destacou a importância do diálogo com mulheres ligadas às igrejas.
Durante o encontro promovido pelo PT, que reuniu parlamentares, dirigentes partidários e lideranças religiosas, a primeira-dama voltou a defender a ampliação das conversas com diferentes setores da sociedade, incluindo grupos que mantêm posicionamentos divergentes em relação ao governo.
Evangélicos representam quase 27% da população
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram o crescimento contínuo da população evangélica no Brasil nas últimas décadas.
Em 2002, os evangélicos representavam 15,1% da população brasileira, o equivalente a cerca de 26 milhões de pessoas. Em 2010, o percentual subiu para 21,6%.
Já o Censo Demográfico 2022 apontou que os evangélicos passaram a representar 26,9% da população do país, totalizando aproximadamente 57 milhões de brasileiros.
Pesquisa aponta cenário entre evangélicos
Levantamento da Quaest divulgado em maio mostrou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 65% de desaprovação entre os evangélicos.
O índice representa uma leve melhora em relação ao mês anterior, quando a desaprovação era de 68%. No mesmo período, a aprovação passou de 28% para 30%, segundo a pesquisa.





