Custo da cesta básica registra alta em todas as capitais brasileiras em maio

Reajuste nos preços de alimentos essenciais eleva esforço financeiro dos trabalhadores em 2026

O custo da cesta básica subiu em todas as capitais do país em maio, impulsionado por aumentos em alimentos como batata, tomate e carne.

Aumento do custo da cesta básica em todas as capitais brasileiras em maio de 2026

O custo da cesta básica subiu em maio de 2026 em todas as 27 capitais brasileiras, conforme apontam dados recentes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa elevação foi influenciada principalmente pelos aumentos nos preços de alimentos essenciais como batata, tomate, carne e feijão, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com um custo de R$ 952,20, após um aumento mensal de 5,08%. Em seguida, aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram registrados em São Luís (R$ 651,15) e Aracaju (R$ 652,73).

Capitais com maiores altas mensais e variações anuais em 2026

Entre abril e maio de 2026, Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%) apresentaram as maiores altas no preço da cesta básica. No comparativo anual, entre maio de 2025 e maio de 2026, quase todas as capitais registraram aumento nos custos, com variações que vão de 0,79% em Boa Vista até 14,29% em Recife. A única exceção foi São Luís, que mostrou uma redução de 2,52% no período.

No acumulado do ano de 2026, todas as capitais tiveram alta nos preços, com taxas oscilando entre 3,45% em São Luís e 21,94% em Recife. Esses números revelam uma tendência persistente de aumento nos custos dos alimentos básicos, refletindo fatores como a inflação, variações climáticas e a dinâmica do mercado alimentício.

Impacto do aumento da cesta básica sobre o trabalhador brasileiro

O crescimento no custo da cesta básica elevou o esforço necessário por parte dos trabalhadores para a sua aquisição. Em maio de 2026, o tempo médio de trabalho dedicado para comprar os itens básicos foi de 105 horas e 50 minutos, um aumento significativo em relação a abril, quando esse tempo era de 100 horas e 52 minutos. Esse indicador demonstra o impacto direto do aumento dos preços sobre a qualidade de vida e o poder de compra dos brasileiros.

Além disso, o gasto médio com a cesta básica passou a comprometer 52,01% do salário mínimo líquido, evidenciando a pressão econômica sofrida pelas famílias de menor renda. Com base na cesta mais cara registrada, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir adequadamente as necessidades básicas deveria ser de R$ 7.999,44, o que corresponde a quase cinco vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00.

Fatores que influenciam a alta nos preços dos alimentos básicos

Os aumentos observados em maio de 2026 refletem uma combinação de fatores, incluindo oscilações na safra, custos de logística, variações climáticas e demandas internas e externas. Itens como batata e tomate que tiveram alta significativa foram afetados por condições climáticas adversas em algumas regiões produtoras, elevando os custos de produção e transporte.

A carne e o feijão, alimentos fundamentais na dieta brasileira, também registraram aumentos, repercutindo diretamente no preço final da cesta básica. Esses reajustes impactam especialmente as famílias de baixa renda, que destinam grande parte do orçamento à alimentação.

Perspectivas para o custo da cesta básica no segundo semestre de 2026

Diante do cenário atual, especialistas alertam para a necessidade de monitoramento contínuo dos preços dos alimentos e a adoção de políticas públicas que possam mitigar o impacto sobre o bolso do consumidor. A volatilidade dos preços e as incertezas climáticas podem manter a pressão inflacionária sobre os alimentos básicos, dificultando a estabilidade econômica das famílias mais vulneráveis.

O fortalecimento da cadeia produtiva, investimentos em tecnologia agrícola e incentivos à produção regional são apontados como caminhos para reduzir os custos e garantir maior acessibilidade à cesta básica.

O acompanhamento dos dados do Dieese e da Conab permanece essencial para identificar tendências e subsidiar decisões governamentais e sociais destinadas a conter a alta dos preços e preservar o poder de compra da população brasileira.

Fonte: www.infomoney.com.br

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