PL insiste em Eduardo Bolsonaro como suplente ao Senado por SP

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)  • 14/08/2025REUTERS/Jessica Koscielniak

Partido mantém estratégia mesmo diante de barreira judicial imposta pela condenação do STF

PL insiste em Eduardo Bolsonaro como suplente ao Senado por SP
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro segue inelegível por decisão do Supremo. Foto: Jessica Koscielniak/Reuters — Foto: O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)  • 14/08/2025REUTERS/Jessica Koscielniak

Partido Liberal segue com plano de colocar Eduardo Bolsonaro como suplente na chapa paulista ao Senado, apesar da inelegibilidade por condenação do STF.

Eduardo Bolsonaro segue na mira do PL como suplente ao Senado paulista, desafiando barreiras judiciais

O Partido Liberal prossegue com sua estratégia de lançar Eduardo Bolsonaro como candidato a suplente na chapa ao Senado por São Paulo, mesmo diante do cenário de bloqueios impostos pela Justiça Eleitoral após condenação proferida pelo Supremo Tribunal Federal.

Condenação pelo STF estabelece barreira temporal

A primeira turma da corte suprema condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, relacionado à investigação sobre tentativa de golpe de Estado no Brasil. Além da pena privativa de liberdade, o ex-deputado recebeu a declaração de inelegibilidade, vedando sua participação em disputas eleitorais até oito anos após o cumprimento integral da condenação. O cálculo total de impedimento alcança doze anos.

Technicamente, Eduardo possui o direito de recorrer da decisão colegiada. Contudo, especialistas em direito eleitoral indicam que a jurisprudência consolidada torna improvável a reversão dessa inelegibilidade antes do prazo estabelecido.

Engenharia política em torno da candidatura

O acordo costurado internamente garante a vaga ao Senado para o deputado estadual André do Prado, também filiado à sigla. Eduardo, embora impedido de disputar diretamente, ocuparia formalmente a posição de suplente, estrutura que manteria seu nome vinculado à chapa e preservaria sua influência política dentro da organização.

Membros da legenda alegam que continuarão insistindo na candidatura até o limite permitido pelo ordenamento jurídico. A palavra final sobre o arranjo partiu do próprio Eduardo, conforme relatos de bastidores bolsonaristas que circulam em São Paulo.

Cenário de Flávio na presidência como catalisador

Os estrategistas do partido desenham um cenário contingente: caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vencesse a disputa presidencial, Eduardo teria a possibilidade de pleitear um perdão da pena, viabilizando seu retorno ao Brasil e assumindo efetivamente a vaga no Senado. Essa hipótese funcionaria como desbloqueio político para contornar a barreira temporal estabelecida pelo tribunal.

A construção dessa estratégia evita, segundo avaliação de interlocutores próximos, que o ex-deputado caísse no ostracismo político. Mantém sua inserção em estrutura de poder e garante ingerência sobre posição que, no entendimento da ala bolsonarista, seria organicamente sua por trajetória dentro da sigla.

Impasse entre planejamento eleitoral e barreira legal

A tensão entre a intenção política do partido e os obstáculos postos pela Justiça Eleitoral permanece como elemento de incerteza. Investigações judiciais em andamento, aliadas ao contexto de condenação recente, criam ambiente de indefinição sobre viabilidade prática dessa candidatura nas próximas semanas.

O Partido Liberal segue em movimento tático, ponderando riscos legais contra ganhos políticos imediatos de manter Eduardo na estrutura de poder factual da sigla, mesmo que formalmente impedido de exercer mandato eletivo.

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