Museu Oscar Niemeyer apresenta mostra 'Moiré Bereguedê' com esculturas, pinturas, colagens e vídeos do artista contemporâneo, sob curadoria de Felipe Scovino

Museu Oscar Niemeyer abre exposição com 71 obras de Mano Penalva em 25 de junho. Instalação imersiva reúne esculturas, pinturas, colagens e vídeos do artista contemporâneo.
Exposição Mano Penalva no MON: Arte que Dialoga com o Espaço
O Museu Oscar Niemeyer recebe a partir de 25 de junho a exposição ‘Moiré Bereguedê’, trazendo 71 obras do artista contemporâneo Mano Penalva em uma experiência que vai além da apreciação visual. A inauguração acontece na Sala 2, às 19h, marcando mais um capítulo na trajetória da instituição como espaço de difusão da arte contemporânea brasileira.
Proposta Imersiva Integra Obra e Arquitetura
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, destaca que a mostra transcende o formato tradicional de exposição. Na proposta de Penalva, instalações funcionam como biombos, desenhos servem de painéis divisórios e peças pendem do teto, criando um ambiente onde a arte inunda completamente o espaço expositivo.
Essa característica dialoga profundamente com a arquitetura de Oscar Niemeyer que abriga o museu. “Ao entrar no Museu, o visitante tem sempre uma experiência imersiva, já que o prédio por si só é uma grande obra de arte”, afirma Vosnika, evidenciando como o projeto do renomado arquiteto estabelece um diálogo permanente com as propostas artísticas apresentadas.
Diversidade de Linguagens Contemporâneas
O acervo da mostra reúne esculturas, pinturas, colagens e vídeos, refletindo a multiplicidade de meios empregados por Mano Penalva em sua prática artística. O artista trabalha a partir do deslocamento de objetos do cotidiano, convidando o público a não apenas observar, mas sentir e experienciar sua produção.
Esta abordagem multimídia permite que diferentes faixas de público encontrem pontos de conexão com a obra, seja através da visualidade das peças bidimensionais ou da imersão tátil e sensorial das instalações tridimensionais.
Conceitual: Os Diálogos de Moiré e Bereguedê
O título da exposição sintetiza dois conceitos fundamentais na obra de Penalva. Felipe Scovino, responsável pela curadoria, explica que moiré não se reduz apenas ao efeito óptico criado pela sobreposição de linhas em grid, mas representa um fenômeno recorrente na arte construtiva brasileira, particularmente desde os anos 1950.
O curador estabelece paralelos com artistas como Hélio Oiticica e Lygia Pape, que simultaneamente apontaram e desconstruíram estruturas ortogonais em trabalhos como “Metaesquemas” e “Ttéia”. Mano Penalva realiza operação similar com suas “Nuvens”, transformando o grid em um plano tridimensional expansivo e maleável.
Já o termo bereguedê evoca o lugar do improviso, da espontaneidade e, significativamente, da coletividade e da festa. Essa dualidade reflete a própria dinâmica do trabalho de Penalva: a tensão entre rigor construtivo e liberdade expressiva.
Posicionamento Institucional e Relevância Cultural
A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, reforça o papel do MON como uma das principais instituições culturais da América Latina. A chegada de Mano Penalva amplia o diálogo do museu com a produção artística contemporânea brasileira e endossa seu posicionamento como espaço vivo de experimentação, pensamento crítico e acesso democrático à cultura.
A exposição representa continuidade na estratégia de programação do MON, que busca apresentar artistas que desafiam convenções e propõem novas formas de relação entre obra, espaço e espectador. Com 71 obras inaugurando em 25 de junho, a mostra promete redefinir a experiência de visitação no museu curitibano.





