A expansão das congregações evangélicas brasileiras na Espanha traz desafios de discriminação e reforça o papel social dessas comunidades
Igrejas evangélicas brasileiras na Espanha crescem em meio a preconceito, mas atuam como suporte social para imigrantes latino-americanos.
A expansão das igrejas evangélicas brasileiras na Espanha: contexto e desafios
As igrejas evangélicas brasileiras na Espanha têm crescido de forma expressiva, especialmente em cidades como Madri e Barcelona, impulsionadas pela imigração latino-americana. Em Madri, bairros como San Blas destacam-se pela presença da Igreja Deus é Amor, que oferece apoio espiritual e social aos imigrantes. O pastor Gilberto Miranda de Moraes, natural do Rio Grande do Sul, lidera cultos bilíngues que abordam temas fundamentais para a comunidade, como fé, prosperidade e vida familiar. Este crescimento, porém, ocorre em meio a um cenário de preconceito e discriminação que desafia a integração dessas comunidades.
Confira a programação completa
San Blas, Madri: Igreja Deus é Amor – cultos aos domingos, horários variados para pregações e orações
Barcelona: Diversas congregações evangélicas com cultos regulares, aumento significativo nos últimos anos
- Madri: Igreja Adventista do Sétimo Dia – encontros semanais com foco em suporte social e espiritual
Preconceito e discriminação enfrentados pelas igrejas evangélicas brasileiras
Apesar do importante papel social, as igrejas evangélicas brasileiras na Espanha lidam com episódios frequentes de rejeição. Casos como o da pregadora dominicana Josefa Nava, multada por evangelizar em espaços públicos, ilustram barreiras legais e sociais. Marcelo de Moura, cooperador da Deus é Amor, relata rejeição no ambiente de trabalho após sua conversão, evidenciando o impacto da discriminação no cotidiano dos fiéis. O pastor Gilberto atribui essas dificuldades a uma ideia persistente de “superioridade europeia” e uma visão pejorativa sobre imigrantes latino-americanos.
Aspectos históricos e sociais da intolerância religiosa na Espanha
A relação da Espanha com o protestantismo carrega uma história de perseguições e restrições, agravadas durante o franquismo, quando práticas evangélicas foram proibidas. A transição democrática restaurou a liberdade religiosa, mas resquícios de intolerância persistem, afetando a aceitação social das igrejas evangélicas brasileiras. Segundo o professor Chema Alejos, o aumento das congregações está ligado à necessidade dos imigrantes latino-americanos encontrarem espaços culturais e de apoio. Todavia, a sociedade espanhola ainda mantém posturas racistas que dificultam a plena inclusão desses grupos.
O papel das igrejas na integração de imigrantes latino-americanos na Espanha
As igrejas evangélicas brasileiras atuam como centros comunitários, oferecendo suporte para emprego, moradia e acolhimento emocional. Sandra, equatoriana residente em Madri, destaca a importância da Igreja Adventista do Sétimo Dia na criação de uma rede de solidariedade entre os imigrantes. Organizações como a Hello World apontam que, além dos latino-americanos, outros grupos marginalizados, como a comunidade cigana, também encontram nas igrejas evangélicas um espaço de pertencimento. Essas congregações, portanto, desempenham papel fundamental na construção de redes sociais que mitigam os impactos do preconceito e da exclusão.
Desafios para a inclusão e respeito à diversidade religiosa na Espanha
Apesar do crescimento e do papel social das igrejas evangélicas brasileiras, a sociedade espanhola ainda impõe barreiras à sua expansão e aceitação plena. O racismo estrutural e a resistência cultural dificultam a representação desses grupos em espaços de decisão e o reconhecimento de sua autoridade espiritual. O enfrentamento dessas tensões exige diálogo e políticas inclusivas que promovam a diversidade religiosa e o respeito às diferenças, possibilitando que as igrejas evangélicas contribuam de forma mais efetiva para o convívio social e a integração dos imigrantes na Espanha.
Fonte: folhagospel.com
Fonte: Folha Gospel/ Canva IA





