Mosaic, EuroChem e OCP já implementaram cortes operacionais diante da pressão sobre matéria-prima

Escassez de enxofre impacta a capacidade produtiva de fertilizantes. Mosaic, EuroChem e OCP já reduziram operações em mercado marcado por demanda mais fraca.
A escassez de enxofre começou a redesenhar a indústria de fosfatados, afetando a capacidade produtiva das maiores empresas do setor nesta quarta-feira (17).
A pressão sobre a matéria-prima intensifica-se em um mercado já marcado por demanda mais fraca. Segundo especialistas do segmento, Mosaic, EuroChem e OCP já implementaram reduções significativas em suas operações como resposta direto à crise de oferta.
O enxofre é insumo fundamental na produção de fertilizantes fosfatados, que abastecem a cadeia agrícola global. A redução da disponibilidade do produto impacta não apenas a produção de novos lotes, mas também os custos operacionais das indústrias que dependem da matéria-prima.
A Mosaic, maior produtora mundial de fosfatos e potássio, já comunicou ajustes em suas unidades produtivas. EuroChem, gigante russa do setor, e OCP, empresa marroquina líder em fosfatos, também confirmaram cortes operacionais diante do cenário desafiador.
Analistas do mercado apontam que a crise de enxofre pode prolongar-se nos próximos trimestres, pressionando ainda mais os preços de fertilizantes e afetando a rentabilidade das produtoras. A demanda global por fosfatados permanece aquém do esperado, o que reduz a possibilidade de as empresas repassarem custos adicionais aos clientes.
O impacto da escassez de enxofre também afeta fornecedores e distribuidoras de insumos agrícolas, que enfrentam incerteza quanto ao cronograma de abastecimento e precificação dos produtos finais. Agricultores em todo o mundo acompanham a evolução da crise, temendo repercussões nos custos de produção nas próximas safras.



