Agência brasileira cita documentos do governo Trump de 2025 a 2026 e aponta escalada de pressão sobre o Brasil.

A Abin enviou relatório ao Planalto, Ministério da Justiça e TSE classificando como crítica a possibilidade de influência dos EUA nas eleições brasileiras.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou a possibilidade de influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras a um “nível de criticidade” em relatório enviado no fim de agosto ao Palácio do Planalto, Ministério da Justiça e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pela CNN.
O documento cita documentos do governo Trump entre novembro de 2025 e maio de 2026 e aponta que os objetivos do presidente norte-americano incluem a “redução da influência de potências rivais dos EUA na América Latina e de negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense”.
A Abin identificou “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”. De acordo com a agência, a hegemonia dos EUA na América Latina é “prioridade do segundo governo Trump”.
“As ações estadunidenses desde maio indicam tendência de escalada de pressão”, informou a agência.
Em 1º de julho, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois cidadãos e três empresas brasileiras por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Abin, o movimento demonstra que o governo norte-americano “passa a incidir diretamente sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias”.
A agência avaliou que “o episódio reforça a avaliação de que a interferência externa dos EUA sobre o Brasil ocorre de modo gradual, combinado e adaptativo”.





