Kalshi e Polymarket mostram senador à frente de Lula em mercados preditivos internacionais não autorizados no Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 61% de probabilidade de vitória na Kalshi e 61% na Polymarket
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é considerado favorito a vencer a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de outubro, conforme mostram estimativas da Kalshi e da Polymarket, plataformas digitais de mercados de previsões internacionais.
Na Kalshi, Flávio aparece com 61% de probabilidade de se eleger, enquanto o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 41% de chance, segundo resultados divulgados no início desta segunda-feira (21). Na sequência, aparecem Renan Santos, do partido Missão, com 0,8% de chance, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com menos de 0,1% de probabilidade de vencerem a eleição presidencial.
Na plataforma Polymarket, Flávio aparece com 61% de chance de ser o próximo presidente, enquanto Lula tem 39% das previsões de vitória. Entre os demais candidatos, Renan Santos possui 1% de chance, e Ronaldo Caiado, Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema possuem menos de 1% de chance de serem eleitos presidentes da República.
Kalshi e Polymarket são plataformas internacionais de mercados de previsões em que apostadores negociam suposições com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. No caso das eleições, os participantes compram e vendem contratos atrelados a resultados políticos, e os preços desses ativos variam conforme a demanda. Os percentuais exibidos funcionam como uma estimativa coletiva de probabilidade: quanto mais usuários compram um determinado resultado, maior tende a ser seu valor no mercado. Isso não significa intenção de voto declarada, nem segue critérios metodológicos de pesquisas eleitorais, como amostragem representativa da população.
Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil praticadas por plataformas que atuam em mercados preditivos. A regra dispõe sobre a organização e o funcionamento do mercado de derivativos no país. A proibição não se aplica às plataformas de apostas tradicionais (bets) que operam sob regulação distinta.





