PT denuncia ao TSE uso de 492 contas no Instagram para ampliar propaganda e vender produtos pelo número 22 na Shopee

Coligação petista acionou TSE contra chapa de Flávio Bolsonaro, denunciando rede de quase 500 perfis no Instagram com publicações colaborativas para ampliar propaganda
A coligação de Lula (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Conforme a petição, uma rede composta por quase 500 perfis no Instagram utilizava publicações colaborativas para ampliar o alcance de propaganda eleitoral e comercializar produtos de campanha.
Com base em relatório do Laboratório Formiga, a coligação solicitou a suspensão dos links de venda e a inelegibilidade dos investigados. O estudo mapeou 492 perfis e 1.826 publicações colaborativas, alcançando audiência acumulada superior a 147 milhões de seguidores. Segundo a ação, o grupo monitorado reuniu dados sobre perfis, publicações colaborativas, seguidores, interações e conexões entre contas para identificar a atuação da rede nas redes sociais.
A coligação petista afirma que o sistema teria sido usado para ampliar artificialmente o alcance de propaganda eleitoral, contornando as regras de impulsionamento previstas na legislação. De acordo com a petição, parte dos perfis promovia a venda de produtos identificados com o número 22 por meio de links para a plataforma Shopee, obtendo receita a partir do engajamento gerado por conteúdos políticos.
Segundo os advogados da coligação, páginas que divulgavam conteúdo favorável a Flávio Bolsonaro direcionavam seguidores para uma mesma loja virtual.
“Bella Chic Store”
O documento afirma que os administradores desses perfis poderiam receber remuneração pelas vendas realizadas por meio dos links compartilhados. Para os autores da ação, a prática configuraria monetização irregular de propaganda eleitoral e um possível sistema paralelo de financiamento de campanha.
A coligação pede que o TSE determine a suspensão da comercialização dos produtos e investigue os responsáveis pelos perfis e pela loja virtual. Flávio Bolsonaro foi procurado para comentar o caso, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.



