Presidente do Fed de Chicago afirma que autoridade monetária precisa de evidências convincentes antes de reduzir as taxas de juros

Goolsbee afirmou que o Fed só reduziria juros com evidências de que a inflação está retornando à meta de 2% e disse que o banco central enfrenta problema de inflação, não de emprego.
O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou nesta segunda-feira (21) que a autoridade monetária só se sentiria confortável com uma redução dos juros caso haja evidências convincentes de que os preços estão voltando à meta de 2%, durante sessão de perguntas e respostas em evento em Londres.
“Se houver evidências convincentes de que a inflação está voltando para 2%, não tenho problema com as taxas voltarem a cair”, disse Goolsbee. Segundo ele, o Fed “não tem neste momento um problema de emprego, mas tem um problema de inflação”.
O dirigente disse continuar otimista de que a inflação possa retornar à trajetória da meta de 2%, desde que não surjam novos sinais de superaquecimento da demanda. Goolsbee ponderou, porém, que o Fed ainda tenta determinar quanto da inflação atual decorre de choques de oferta e quanto é resultado da demanda.
“Estou aberto a ser convencido de que o problema atual de inflação não será persistente, mas quero evidências de que ele está desaparecendo”, afirmou. Ele ressaltou que a meta de inflação de 2% deve ser alcançada no médio prazo.
Goolsbee também disse que, se a política fiscal estiver pressionando a inflação para cima, o Fed precisa levar esse efeito em consideração em suas decisões. Para ele, argumentos de que a autoridade monetária deveria reduzir os custos de financiamento do governo federal reforçam a importância da independência do banco central.
O dirigente acrescentou que estimativas para a taxa neutra de juros não são particularmente úteis para decisões de política monetária no curto prazo.





