Presidente pediu ao americano para não se envolver no pleito de outubro e preservar relação diplomática de 203 anos entre os países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista à CNN que Donald Trump já comunicou que não pretende interferir nas eleições brasileiras de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já comunicou que não interferirá nas eleições do Brasil.
A declaração foi feita em entrevista à âncora Christiane Amanpour da CNN. Lula relatou ter pedido pessoalmente ao presidente americano para não se envolver no pleito de outubro, com o objetivo de preservar a relação diplomática entre os países.
“Ele [Donald Trump] já disse para muita gente que ele não vai se envolver nas eleições brasileiras. E é bom que seja assim”, afirmou Lula. “É esse o papel que eu espero de um presidente da República. Esse é o meu comportamento.”
O chefe do Planalto ressaltou a importância de manter a relação sofisticada entre Brasil e EUA, que não é anti-americanista. Segundo Lula, ele já deixou claro ao presidente americano a relevância de os Estados Unidos não se envolverem no processo eleitoral brasileiro.
“Eu já disse ao presidente Trump, é o seguinte, é muito importante que os Estados Unidos não se metam nas eleições do Brasil. É muito importante, porque nós temos uma relação diplomática de 203 anos, é uma relação muito sólida e o Brasil não é um país anti-americanista”, declarou.
Lula acrescentou que espera reciprocidade no respeito às eleições: “As eleições dos Estados Unidos é um problema do povo americano. As eleições do Brasil é um problema do Brasil”.
O mandatário também mencionou preocupação com possível interferência de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, mas esclareceu que, por enquanto, trata-se apenas de “suspeita”. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou em relatório de fim de agosto sobre possibilidade de influência dos EUA no pleito de outubro, com base em documentos governamentais norte-americanos de novembro de 2025 a maio de 2026. Conforme o documento, a chance de interferência aumentou para nível de criticidade, com tendência de escalada de pressão sobre o Brasil.





