Cury promete nomear mulheres para metade dos ministérios em eventual gestão

Candidato do Avante também afirma que indicaria duas ministras para o STF se eleito presidente do Brasil

Cury promete nomear mulheres para metade dos ministérios em eventual gestão
Augusto Cury defende maior participação feminina em cargos executivos Foto: CNN Brasil — Foto: Cury fala em nomear mulheres para metade dos ministérios em eventual gestão  • CNN Brasil

Candidato à Presidência afirma que preencheria metade dos ministérios com mulheres e indicaria duas ministras para o Supremo

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira (21) que, se eleito, nomeará mulheres para metade dos ministérios. Ele também disse que indicaria duas ministras para vagas no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O próximo presidente escolhe quatro ministros, os dois primeiros eu escolheria ministras, sem histórico de corrupção, com comportamento adequado e com notório saber jurídico. Além disso, me esforçaria de todas as formas para que metade dos ministérios fossem preenchidos por mulheres. Porque onde as mulheres entram, aumenta de 5% a 20% a produtividade”, afirmou o candidato à imprensa.

Cury cumpriu agenda de campanha em São Paulo nesta segunda-feira. Após encontro com jovens influenciadores digitais, criticou adversários, principalmente Renan Santos (Missão). “Eu tenho muito mais condições de governar que eles, eu sou o único que tem condições de chamar, porque eles alimentam a polarização. O Renan Santos nem vou falar, porque é um garoto aí que atira para todo lado, diz que quem vota em Lula é canalha, diz que as pessoas que me seguem são covardes, chama as pessoas da Faria Lima de lixo, é um garoto que faz um discurso de ódio extremamente agressivo”, acusou.

O candidato também apresentou propostas para o setor econômico. Propõe dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em duas partes — uma para grandes empresas e outra para financiar cerca de 10 milhões de microempresas.

Cury afirmou que perder a eleição seria um “alívio para conforto próprio”, mas “um pesadelo para o Brasil”, razão pela qual não desiste da candidatura. Esta não é a primeira vez que o candidato defende a indicação de mulheres para o STF. Em entrevista em maio, ressaltou que com a saída da ministra Cármen Lúcia, “serão só homens” no Tribunal. “A Justiça é protagonizada por uma estátua mulher com uma venda nos olhos, mas agora, que a doutora Cármen Lúcia deve sair, serão homens. Na minha opinião clara, os próximos nomes deveriam ser de mulheres”, declarou.

A ministra Cármen Lúcia, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006, deixará o Tribunal em abril de 2029, quando completará 75 anos, conforme regra de aposentadoria obrigatória dos magistrados da Corte.

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