Preço do galão ultrapassa US$ 6,29 na semana, superando pico de 2022 durante guerra na Ucrânia

Preço médio nacional do galão de diesel nos EUA atingiu US$ 6,29 nesta semana, com alta de 80% desde o início do ano, superando recorde anterior de 2022.
O preço médio nacional do galão de diesel nos Estados Unidos atingiu recorde histórico de US$ 6,29 nesta semana, com alta de quase 80% desde o início de 2026, superando o pico observado em 2022 durante a guerra na Ucrânia.
A disparada nos preços do diesel desafia a narrativa tradicional de que ativos como ouro e bitcoin funcionam como proteção natural contra a inflação. Segundo analistas, quando os preços sobem e o poder de compra das moedas tradicionais se deteriora, esses ativos escassos deveriam se valorizar, preservando o patrimônio do investidor. O movimento atual no mercado de combustíveis, porém, evidencia um cenário mais complexo de inflação energética global.
A crise é explicada por uma combinação rara de choques simultâneos de oferta. Segundo o executivo-chefe da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, dois conflitos distintos estão se somando. De um lado, a guerra no Oriente Médio continua atrapalhando o tráfego de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela relevante do petróleo mundial. De outro, os constantes ataques da Ucrânia contra refinarias russas levaram a Rússia a suspender suas próprias exportações de diesel.
Pouyanné resumiu a gravidade da situação: “juntando estas duas crises, há mais de 6 bilhões de barris de produtos refinados que não estão acessíveis” ao mercado global. A China também decidiu suspender suas exportações de gasolina e diesel após a escalada do conflito envolvendo o Irã, aprofundando a escassez de combustíveis refinados disponíveis mundialmente.
Segundo o executivo da TotalEnergies, os estoques globais de combustível já estão em níveis “muito baixos” e continuam sendo consumidos rapidamente. O mercado de diesel, raramente em destaque nas manchetes, move a economia global diariamente e seu aumento pressiona diretamente os custos de transporte e produção em cadeia.





