Clube paranaense possui 11 jogadores estrangeiros e precisará se adequar a novo limite de oito por partida a partir do próximo ano.

CBF aprovou mudanças que limitam presença de estrangeiros. Athletico tem 11 e precisará se adequar a novo teto a partir de 2027.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou mudanças que limitam a presença de jogadores estrangeiros nos clubes brasileiros na tentativa de abrir espaço para jovens revelados nas categorias de base.
Atualmente é permitido relacionar até nove jogadores nascidos fora do Brasil por partida no Campeonato Brasileiro. As equipes poderão manter quantos estrangeiros desejarem no elenco, mas serão obrigadas a reduzir o número de relacionados por partida para oito em 2027, em um processo gradual que levará o limite para cinco até 2030.
O Athletico possui 11 jogadores estrangeiros e está entre os clubes que terão de se adequar à nova regra. O Coritiba, outro clube paranaense, tem sete estrangeiros e se mantém dentro do novo limite de oito.
Dos 20 clubes que compõem a Série A do Brasileirão em 2026, nove ultrapassam a cota de oito estrangeiros por jogo. O Vasco e o Internacional lideram com 12 atletas nascidos fora do Brasil, seguidos por Botafogo e Athletico-PR, com 11 cada, e Flamengo e Grêmio, com 10. O Mirassol é o único sem nenhum estrangeiro no elenco.
Os quatro grandes do estado de São Paulo se enquadram dentro do limite de oito. O Palmeiras lidera entre eles com oito estrangeiros no grupo comandado pelo português Abel Ferreira, seguido por Corinthians e São Paulo, com sete cada, e Santos, com seis.
Jogadores nascidos no Brasil que se naturalizaram para defender outras seleções não entram na contagem da CBF. Este é o caso de Jorginho, do Flamengo, que já defendeu a Itália, e Maurício, do Palmeiras, que disputou a Copa do Mundo pelo Paraguai.
A Série A do Campeonato Brasileiro conta com um total recorde de 161 jogadores estrangeiros em seus elencos profissionais, o que corresponde a cerca de 25% do total. A Argentina é o país que mais cede atletas, com 49 jogadores, seguida por Uruguai (31), Colômbia (30), e Equador e Paraguai (9 cada). Em 2025, o número era de 157 estrangeiros na elite do Brasileirão.





