Lula discursa na ONU e menciona campanhas eleitorais 12 dias antes do primeiro turno

Presidente citou Pix, fim da escala 6×1 e combate ao crime em fala de 20 minutos na Assembleia Geral, segundo observadores

Lula discursa na ONU e menciona campanhas eleitorais 12 dias antes do primeiro turno
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro. Foto: UN Photo/Loey Felipe — Foto: Presidente Luis Inácio Lula da Silva discursa na Assembleia Geral da ONU 2026  • UN Photo/Loey Felipe

Presidente Lula fez discurso de 20 minutos na Assembleia Geral da ONU nesta terça (22) mencionando temas de sua campanha à reeleição, 12 dias antes do primeiro turno.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (22), com pronunciamento de cerca de 20 minutos que incluiu defesas de seu governo e críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário na disputa presidencial. A 12 dias do primeiro turno, Lula citou temas presentes em sua campanha para reeleição, como Pix, combate a organizações criminosas, fim da escala 6×1, distribuição de renda e enfrentamento da violência contra a mulher.

Ao se apresentar a líderes mundiais, Lula mencionou sua trajetória política e enfatizou ter enfrentado a ditadura militar e defendido o Brasil contra um golpe de Estado. “Essa é a constatação de alguém que representa uma nação amante da paz e da liberdade. Alguém que lutou contra uma ditadura militar e defendeu seu país contra um golpe de Estado. É a convicção de um operário eleito três vezes presidente e que retirou o Brasil do Mapa da Fome.”

A defesa da soberania brasileira foi central no discurso. Lula afirmou que “O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva, que fomente o desenvolvimento.” A declaração incluiu críticas indiretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem mencioná-lo nominalmente.

Lula também abordeu a democracia como tema ameaçado. “A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais.” No contexto doméstico, o presidente se referia à atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA, a quem já chamou de “traidor da pátria” por atuar junto ao governo americano.

O presidente vinculou a soberania à exploração das riquezas naturais brasileiras. Ao mencionar minerais críticos e terras raras, defendeu que o acesso a esses recursos tenha como contrapartida a geração de riqueza e a transferência de tecnologia para o país. “Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas.”

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