Presidente petista pede que eleitores registrem preços em mercados para confrontar discurso de Flávio Bolsonaro sobre custo de vida

Na reta final do primeiro turno, o presidente Lula resgata estratégia de Sarney e pede ao eleitorado que registre preços em mercados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resgatará a estratégia dos “Fiscais do Sarney” na reta final do primeiro turno para confrontar o discurso de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), sobre inflação no país. A campanha petista pedirá ao eleitorado que registre os preços em mercados e lojas para comparar com a gestão anterior, de Jair Bolsonaro (PL).
O objetivo é tentar rebater os argumentos do candidato bolsonarista de que a inflação aumentou no país, corroendo o poder de compra da população brasileira. Dirigentes petistas e bolsonaristas apontam que o discurso sobre encarecimento do custo de vida ganhou adesão junto ao eleitorado da base da pirâmide social, o que explicaria a queda da vantagem do presidente no Nordeste.
A estratégia remonta à década de 1980, quando o então presidente José Sarney pediu aos cidadãos que fiscalizassem os preços no comércio varejista após o lançamento do “Plano Cruzado”. Nas últimas propagandas eleitorais, Flávio Bolsonaro tem orientado seu discurso pela mudança de governo e pelo encarecimento do custo de vida.
Segundo o último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve encerrar 2026 em 4,92%. Para 2027, a projeção é de 4,30%, e para 2028, de 3,80%. Em agosto, os setores com maior deflação foram habitação, transportes, alimentação e bebidas.
A campanha do presidente planeja explorar vídeos de eleitores nos palanques eletrônicos e nas redes sociais na semana que vem, tentando reconquistar eleitores mais pobres e fortalecer sua posição na reta final do primeiro turno.



