Anvisa alerta para venda ilegal de tirzepatida em pó nas redes sociais

Órgão sanitário adverte sobre risco de infecções graves em aplicações caseiras sem controle de higiene ou concentração

Anvisa alerta para venda ilegal de tirzepatida em pó nas redes sociais
A tirzepatida regulamentada só pode ser comprada em farmácias com receita médica. Foto: Reprodução/Redes sociais

A Anvisa emitiu alerta contra comercialização irregular de tirzepatida em pó vendida nas redes sociais, com tutoriais de diluição caseira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta urgente nesta quarta-feira (23 de setembro) contra o comércio e uso irregular de tirzepatida em pó comercializada nas redes sociais. De acordo com o órgão, a substância é um medicamento injetável que age nos receptores de GLP-1, sendo o mesmo princípio ativo de famosas canetas emagrecedoras como o Mounjaro.

Segundo a denúncia do órgão sanitário, diversos perfis na internet estão lucrando com a venda do pó clandestino e incentivando o uso irresponsável. Os vendedores publicam vídeos no formato de tutorial ensinando os usuários a diluir o produto em casa e aplicá-lo com seringas, ignorando completamente qualquer protocolo médico ou norma de higiene.

A Anvisa adverte que injetar soluções preparadas em ambiente doméstico pode provocar infecções gravíssimas e até generalizadas. Como o produto comercializado na internet é pirata e não passou por testes de laboratório, é impossível comprovar a concentração da substância ou a presença de impurezas.

“Não há garantia de que o produto seja estéril”, reforça o órgão. A agência destaca que bactérias e fungos são invisíveis a olho nu, e o fato de o frasco parecer limpo ou chegar lacrado não significa que a mistura seja segura para acessar diretamente o organismo humano.

No Brasil, a comercialização ilegal de medicamentos pela internet é crime e tem sido alvo de diversas ações policiais. A tirzepatida regulamentada só pode ser comprada em farmácias tradicionais ou de manipulação, sempre mediante indicação e receita médica obrigatória.

O comunicado da Anvisa fez um segundo alerta contra o uso do CBL-514, um peptídeo sintético que vem ganhando força nas redes sociais com promessas de queimar gordura localizada. De acordo com o órgão, o produto ainda se encontra na fase 2 de testes clínicos e não possui registro ou autorização de venda no Brasil.

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