Tribunal de Justiça obriga plano de saúde a custear terapia CAR-T de R$ 2,7 milhões

Decisão por 3 votos a 2 garante cobertura de tratamento inovador contra linfoma para paciente de 73 anos em Curitiba

Tribunal de Justiça obriga plano de saúde a custear terapia CAR-T de R$ 2,7 milhões
Foto ilustrativa de consulta médica. Foto: DepositPhotos — Foto: DepositPhotos | Imagem ilustrativa

Tribunal de Justiça confirmou obrigação de operadora de plano de saúde custear tratamento contra câncer avaliado em R$ 2,7 milhões em Curitiba.

O Tribunal de Justiça do Paraná confirmou, por 3 votos a 2, a obrigação de uma operadora de plano de saúde de custear um tratamento contra o câncer avaliado em R$ 2,7 milhões em Curitiba nesta quarta-feira (25).

A decisão garantiu a cobertura da terapia de células CAR-T para o paciente José Renato Nogaroli, diagnosticado com linfoma grave de grandes células B. O ponto central da disputa envolveu a comprovação científica e a indicação médica para o uso da terapia inovadora, que utiliza as próprias células de defesa do paciente reprogramadas em laboratório para combater a doença.

Nogaroli, de 73 anos, necessitava com urgência do procedimento de infusão de células CAR-T, uma das terapias genéticas mais avançadas para o combate a cânceres hematológicos. Diante do custo de R$ 2,7 milhões e da recusa inicial de cobertura pelo plano, a família recorreu ao Judiciário para obter liminarmente o acesso ao tratamento.

A defesa do paciente argumentou que o tratamento já contava com o respaldo científico de alto nível exigido pelas normas do STF e órgãos reguladores, após a falha das alternativas convencionais. Segundo a decisão do tribunal, a comprovação científica e a indicação médica justificavam a cobertura obrigatória pela operadora.

A terapia CAR-T (Cell Therapy CAR-T) é utilizada no tratamento de cânceres hematológicos quando as terapias convencionais não apresentam resultados efetivos. O procedimento envolve a reprogramação das células de defesa do paciente para o combate específico à doença, representando um avanço significativo na medicina oncológica.

Com o resultado favorável na Justiça, o tratamento foi mantido e o custeio integral ficou sob a responsabilidade do plano de saúde. A decisão encerra a disputa sobre quem deveria arcar com os custos e marca um precedente importante para a jurisprudência da saúde no Paraná.

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