Papa Leão XIV reúne 80 mil jovens católicos no estádio de Paris

Pontífice iniciou viagem apostólica de quatro dias pela França com encontro de oração, apresentações artísticas e mensagens sobre fé na sociedade moderna

Papa Leão XIV reúne 80 mil jovens católicos no estádio de Paris
Papa Leão XIV durante encontro com jovens católicos no Stade de France

Cerca de 80 mil jovens católicos lotaram o Stade de France para encontro de oração com o Papa Leão XIV na última sexta-feira, marcando o início de viagem apostólica de quatro dias

Cerca de 80 mil jovens católicos lotaram o Stade de France, ao norte de Paris, na última sexta-feira, 25 de setembro de 2026, para um encontro de oração com o Papa Leão XIV. O evento marcou o início de uma viagem apostólica de quatro dias pela França.

A celebração reuniu diferentes grupos da Igreja em um momento de vigília, apresentações artísticas e mensagens sobre o papel da fé na sociedade moderna. O programa de uma hora e meia incluiu hinos, orações silenciosas e a veneração de relíquias sagradas, culminando em uma apresentação artística com cavalos vivos e fogos de artifício que recontou a história do cristianismo em solo francês.

O clima no estádio foi de intensa emoção e diversidade. Grupos de subúrbios operários dividiram espaço com famílias de tradições católicas mais conservadoras, vindas de regiões históricas como a Vendeia. A chegada do Papa Leão XIV foi comparada à de uma estrela do rock, provocando aplausos ensurdecedores e lágrimas entre os presentes.

Durante sua pregação, o pontífice convidou as novas gerações a evitarem o mal e lutarem ativamente pelo bem. Ele enfatizou que Deus é o senhor da história e que, através de Jesus, todo sofrimento e pecado podem ser transformados no início de uma vida nova.

“O trabalho bem feito é uma forma de redenção”, afirmou o Papa ao encorajar os jovens a manterem a esperança, mesmo em um mundo que parece indiferente às questões religiosas. O pontífice também destacou que a vitória de Cristo sobre a morte oferece a liberdade necessária para seguir um caminho virtuoso.

Vários jovens compartilharam depoimentos sobre a dificuldade de testemunhar a religião em uma cultura frequentemente anticlerical ou secularizada. Jacques-Henri de Livron, um voluntário de 28 anos, explicou que fez questão de divulgar seu sobrenome completo para romper o medo comum de sofrer represálias no trabalho por ser religioso.

Outra participante, identificada como Chloé, questionou o Papa sobre como viver em uma sociedade que não considera Deus em seus princípios fundamentais. Em resposta, o pontífice afirmou que, embora o mundo pareça indiferente, Deus nunca é indiferente à humanidade, o que deve servir de base para a esperança.

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