Papa Leão XIV ouve relatos de imigrantes em centro de Paris

Pontífice visitou Casa Bakhita no quinto aniversário da instituição, que atendeu 2,5 mil pessoas de 84 nacionalidades desde 2021

Papa Leão XIV ouve relatos de imigrantes em centro de Paris
Papa Leão XIV durante visita a centro de integração de imigrantes em Paris

Papa Leão XIV visitou a Casa Bakhita, centro que oferece apoio a imigrantes na arquidiocese de Paris, no sábado, e ouviu testemunhos de beneficiados pelo programa

O Papa Leão XIV visitou a Casa Bakhita, centro de integração para imigrantes na Arquidiocese de Paris, no sábado (26 de setembro). A visita marcou o quinto aniversário da instituição.

O centro oferece oficinas educacionais de costura, culinária, artes visuais e informática. Desde sua abertura no final de setembro de 2021, acolheu 2.500 pessoas de 84 nacionalidades diferentes e é administrado por cinco funcionários permanentes e 100 voluntários.

Batizado em homenagem a Santa Josefina Bakhita — vítima de sequestro e escravidão do Sudão — o centro diurno atua no apoio e integração a imigrantes na capital francesa. A França é um dos países europeus com maior influxo de imigrantes. Aproximadamente 8 milhões de imigrantes vivem no país, representando 11,6% da população total em 2025, segundo o instituto nacional de estatísticas francês.

Durante a visita, o pontífice ouviu testemunhos de dois imigrantes. Blessing, nigeriana de 31 anos, descreveu como recebeu apoio da associação Aux Captifs, la Libération, organização católica que trabalha com pessoas em situação de prostituição e moradores de rua. Ela deixou aquela vida para trás e agora trabalha em um restaurante.

“O nome do vosso centro… que se refere a Santa Bakhita, inspira-nos a reconhecer o papel fundamental das mulheres na construção de uma civilização do amor, que é uma alternativa a uma cultura que dilacera comunidades e deixa as cidades doentes de solidão”, afirmou o papa.

Blessing relatou sua transformação: “Deus tem um lugar importante na minha vida. Sem Deus, nada é possível. Mesmo através das dificuldades que experimentei, nunca duvidei da sua presença, e sabia que um dia ele abriria um novo caminho para mim. Às vezes desejo que Deus pudesse apagar tudo como um mágico, mas sei que ele fará tudo no seu próprio tempo.”

Meysam, refugiado do Afeganistão com 35 anos, também dividiu sua história. Através da Casa Bakhita, melhorou seu francês e suas habilidades de costura. Atualmente é voluntário no centro e participa de duas ações de rua por semana para encontrar exilados e refugiados.

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