Presidente da Finlândia pede a Musk que libere Starlink para ataques na Rússia

Alexander Stubb solicitou ampliação da cobertura do satélite para permitir que Ucrânia atinja lançadores de mísseis balísticos russos antes do disparo.

Presidente da Finlândia pede a Musk que libere Starlink para ataques na Rússia
Elon Musk, proprietário da SpaceX e responsável pela rede Starlink

O presidente finlandês Alexander Stubb pediu a Elon Musk que permita à Ucrânia usar o Starlink em território russo para atingir lançadores de mísseis balísticos.

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, pediu ao empresário Elon Musk que permita à Ucrânia utilizar a rede de internet via satélite Starlink em áreas da Rússia para atingir lançadores de mísseis balísticos usados por Moscou. O apelo foi feito nesta quinta-feira (24), em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Stubb afirmou que pediu diretamente ao proprietário da SpaceX que amplie a área na qual os ucranianos podem utilizar o sistema. Segundo a emissora pública finlandesa Yle, atualmente o acesso concedido à Ucrânia não funciona em território russo.

“Peço que Elon Musk dê aos ucranianos a possibilidade de usar o Starlink nas áreas onde existem lançadores de mísseis balísticos, seja no território ocupado da Ucrânia ou na Rússia para fins estratégicos, porque isso salvaria vidas”, afirmou Stubb em entrevista à agência Reuters.

A proposta permitiria que forças ucranianas utilizassem a conexão do Starlink em operações contra lançadores instalados do outro lado da fronteira, antes que os equipamentos sejam usados para disparar mísseis contra a Ucrânia. Stubb apresentou o pedido em meio à preocupação de Kiev com a chegada do inverno e com a capacidade russa de atingir usinas, redes elétricas e sistemas de aquecimento.

O presidente finlandês afirmou que a Ucrânia precisa principalmente de mais defesa aérea, proteção para sua infraestrutura energética e recursos financeiros para atravessar os próximos meses. Segundo ele, ampliar o Starlink poderia funcionar como parte dessa estratégia defensiva, permitindo que a Ucrânia tente neutralizar a ameaça antes do lançamento dos mísseis.

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