Colegiado votou 5 a 4 contra abertura de investigação sobre procurador-geral e suas relações com Daniel Vorcaro

O Conselho Superior do Ministério Público Federal votou contra abertura de investigação sobre Paulo Gonet em sessão marcada por consenso procedimental
O Conselho Superior do Ministério Público Federal analisou nesta sexta-feira mensagens que citavam o procurador-geral da República no caso Master. A votação resultou em 5 votos contra e 4 a favor da abertura de investigação sobre as relações de Paulo Gonet com Daniel Vorcaro.
Segundo subprocuradores das duas vertentes, a sessão foi marcada por consenso procedimental. As discussões transcorreram de forma ordeira, com base em princípios jurídicos e limites de atribuição, sem confusões ou agressões entre os participantes.
A análise ocorreu dez dias após tentativa frustrada do Supremo Tribunal Federal de decidir sobre abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. Aquela sessão foi caracterizada por discussões acaloradas, interrupções, ofensas e desrespeito entre ministros, além de indefinição e adiamento da conclusão.
Participantes do colegiado que saíram vencidos da votação reconheceram que o enfrentamento do tema representou avanço institucional. “O próprio placar apertado de 5 a 4 contra o avanço da apuração mostra que o Conselho Superior do Ministério Público Federal não buscou passar pano ou ser dócil e subserviente a Paulo Gonet”, afirmou um subprocurador.
Um diferencial procedural marca a distinção entre os dois casos. O próprio alvo do pedido de investigação não participou das discussões nem votou. Gonet, que preside o colegiado, esteve ausente da sessão que discutiu seu futuro. Por outro lado, Alexandre de Moraes participou das discussões sobre seu processo e votou na questão de ordem que buscava postergar o julgamento no STF.



