Pesquisa realizada com 2 mil eleitores mostra que aprovação positiva caiu para 18%, mesmo patamar de dezembro de 2019

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que rejeição ao trabalho dos ministros do STF subiu de 40% em maio para 47%
A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou seu maior índice na série histórica iniciada em 2019, passando de 40% em maio deste ano para 47%, conforme pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26). A aprovação positiva recuou para 18%, mesmo patamar registrado em dezembro de 2019, até então o índice mais baixo. Outros 31% consideram o trabalho regular, e 4% não opinaram.
A pesquisa foi contratada por Folha e Globo, realizada de terça (22) a quinta (24) com 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%. Os dados constam no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com número de registro BR-00304/2026.
Entre eleitores de Lula (PT), 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom, ante 6% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação negativa, o padrão se inverte: 69% dos eleitores de Flávio Bolsonaro consideram o trabalho ruim ou péssimo, ante 24% dos eleitores de Lula.
O Datafolha também consultou eleitores sobre seis possíveis condutas de ministros do STF durante o exercício do cargo, classificadas como aceitáveis ou inaceitáveis. A conduta mais rejeitada é um ministro julgar processos de pessoa cujo advogado seja seu parente, considerada inaceitável por 88% do eleitorado. Em patamar similar, 85% veem como inaceitável um ministro aceitar convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal, e tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos a presidente durante período eleitoral é considerado inaceitável por 82%.
As práticas menos rejeitadas, ainda que pela maioria, são um ministro ser sócio de empresa privada durante o exercício do cargo (78%), receber pagamentos por palestras de empresas privadas (78%) e dar entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento (71%).
A maioria do eleitorado brasileiro é favorável à aprovação de um código de ética específico para ministros do STF. De acordo com o levantamento, 45% aprovam a ideia (23% totalmente a favor, 22% em parte), ante 33% de brasileiros que se opõem (18% totalmente contra, 15% em parte). Afirmam não ser nem a favor nem contra 5%, e 17% não sabem. A elaboração de um código de ética para ministros do STF é uma das bandeiras do presidente do tribunal, Edson Fachin.



