Sindicato dos Rodoviários suspende greve no DF após acordo com empresas

Categoria conseguiu aumento de 8% nos salários e 10% em benefícios de alimentação e cesta básica

Sindicato dos Rodoviários suspende greve no DF após acordo com empresas
Protesto de rodoviários no Distrito Federal. Foto: Fernanda Cavalcante/Metrópoles

O Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal suspendeu a greve agendada para segunda-feira (28/9) após acordo com empresas de ônibus e Secretaria de Mobilidade.

O Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal suspendeu a greve agendada para segunda-feira (28/9). A deliberação ocorreu após negociação com as empresas de ônibus e a Secretaria de Mobilidade, na noite de domingo (27/9).

O presidente da entidade, João Dão, confirmou o acordo e orientou a categoria a desmobilizar a paralisação. “Devido a isso, nós deveremos comparecer amanhã, na madrugada, retornando-se ao trabalho em nossos devidos horários”, declarou.

O acordo atende as solicitações da categoria para não entrar em greve: aumento de 8% nos salários e 10% no tíquete-refeição e na cesta básica. Com isso, os ônibus deverão rodar normalmente na segunda-feira (28/9).

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP-DF), comentou a decisão. “O domingo termina com uma excelente notícia para todos: as empresas de ônibus e o sindicato dos rodoviários chegaram a um acordo e, consequentemente, não haverá greve amanhã. Com a intermediação da Secretaria de Transporte e Mobilidade e da Procuradoria Geral do DF, e a atuação do TRT-DF, as partes chegaram a um acordo e a greve cancelada”, afirmou.

Antes da suspensão da paralisação, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), Dorival Borges de Souza Neto, tinha determinado que os rodoviários mantivessem 80% das operações dos ônibus em horário de pico e 50% nos demais horários enquanto durasse a greve. A decisão tinha o objetivo de garantir o acesso parcial da população ao transporte público durante o movimento.

Os rodoviários reivindicavam aumento de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde. Uma proposta apresentada pelas empresas de ônibus no sábado (26/9), que previa reajuste salarial de 6%, foi rejeitada pelos profissionais.

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