Lula fará consultas até quarta para decidir sobre participação em último debate

Pesquisa BTG/Nexus aponta que 12% do eleitorado ainda pode mudar de voto no primeiro turno

Lula fará consultas até quarta para decidir sobre participação em último debate
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Ricardo Stuckert — Foto: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • Ricardo Stuckert

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, fará rodada de consultas até quarta-feira (30) para definir participação no último debate televisivo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, fará uma rodada de consulta até quarta-feira (30) para definir se participará do último debate televisivo do primeiro turno.

O embate, marcado para quinta-feira (1º) pela Rede Globo, contará com até quatro candidatos. Lula já demonstrou disposição em comparecer, mas antes quer ouvir estrategistas e políticos sobre a estratégia de campanha.

No fim de semana, o presidente foi lembrado de que o debate da emissora costuma ser decisivo sobre o eleitorado indeciso, especialmente mulheres do Nordeste e do Sudeste. A última pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28), revelou que 12% do eleitorado nacional ainda pode mudar de voto no primeiro turno.

Os candidatos apontados como favoritos para a segunda opção de voto são Lula, Augusto Cury (Avante) e Flávio Bolsonaro (PL). A dúvida na campanha petista é se, diante de um cenário eleitoral de primeiro turno estável, não seria melhor deixar as participações nos debates apenas para o segundo turno.

O cálculo feito pela campanha petista é de que o presidente precisa de uma vantagem de pelo menos cinco pontos percentuais sobre Flávio no primeiro turno para reduzir as chances de uma virada no segundo turno. Para isso, a campanha petista é entusiasta da presença do presidente no debate televisivo.

Neste domingo (27), Flávio Bolsonaro (PL) disse que irá comparecer ao debate televisivo, mesmo sem a confirmação da presença do presidente petista. O movimento foi estimulado pelo impacto sobre o eleitorado de uma informação falsa de que o filho de Jair Bolsonaro irá retirar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Flávio quer aproveitar a audiência televisiva para negar o boato eleitoral e reforçar aceno político ao eleitorado católico.

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