Lula afirma ter impressão de que não haverá segundo turno nas eleições

Em entrevista à Band, presidente disse acreditar que vencerá disputa já na primeira rodada de votação, comparando sua gestão com a dos concorrentes.

Lula afirma ter impressão de que não haverá segundo turno nas eleições
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidato à reeleição Foto: Ricardo Stuckert — Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidato à reeleição  • Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo ter uma leve impressão de que não haverá segundo turno nas eleições presidenciais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (27) ter “uma leve impressão” de que não haverá segundo turno na eleição presidencial, em entrevista à Band.

Lula disse acreditar que vencerá a disputa já na primeira rodada de votação. O presidente pediu que eleitores reflitam sobre o futuro que desejam para o país e comparem sua trajetória com a dos concorrentes.

“Eu tô com uma leve impressão de que não haverá segundo turno. Veja, eu acho que o povo brasileiro quando ele for votar eu tenho que pensar em você primeiro construa na sua cabeça o mundo que você quer o mundo que você deseja de ter o futuro depois tente ligar o que você pensa o futuro do Brasil é quando a pessoa fizer isso ele vão ter que comparar Lula e Alckmin com os outros. Não tem comparação”, disse.

Lula lembrou de sua própria trajetória e do vice-presidente Geraldo Alckmin e pediu que o eleitor conferisse os outros candidatos, suas biografias e passados. “Vai ser simples a escolha”, afirmou, acrescentando que acredita que “nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno”.

Na mesma entrevista, Lula abordou a necessidade de mudar o critério de indicação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo o presidente, a indicação não deveria depender exclusivamente do chefe do Executivo e deveria contar com a participação da sociedade civil.

“Eu acho que tem que mudar o critério. Eu acho que não pode ser só o presidente que indique”, afirmou. Lula defendeu a criação de um colegiado para analisar os nomes antes que sejam enviados ao Senado. Entre as instituições que poderiam participar, citou a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), entidades de juristas, sindicatos e organizações empresariais.

“Você pode escolher um colégio de notáveis que possa analisar o envio para o Senado dos nomes para ser dito à Suprema Corte”, afirmou. O presidente destacou que o ministro do STF precisa ter responsabilidade com a sociedade brasileira e ressaltou o papel da Corte como guardiã da Constituição.

“Um ministro da Suprema Corte, ele é o guardião da Constituição. Depois dele, ninguém pode mais nada. Eles podem tudo”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de indicar uma mulher para a vaga aberta no STF, Lula afirmou que o gênero não deve ser o único critério. “E o Supremo, a gente indica de acordo com a necessidade e a qualidade das pessoas”, respondeu, acrescentando que não teria problema em escolher uma mulher caso haja candidatas em condições equivalentes.

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