Paraná é o 4º estado com mais vendas de veículos eletrificados em 2026

Estado emplacou 3.896 unidades em agosto, atrás apenas de São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais, segundo associação do setor.

Paraná é o 4º estado com mais vendas de veículos eletrificados em 2026
Veículos não-poluentes. Foto: Sd. Mauro Berg/PMPR — Veículos não-poluentes (Foto: Sd. Mauro Berg/PMPR)

O Paraná aparece como o 4º estado em vendas de veículos eletrificados, com 3.896 unidades comercializadas em agosto de 2026.

O Paraná aparece como o quarto estado em vendas de veículos eletrificados, com 3.896 unidades comercializadas em agosto de 2026.

O estado fica atrás apenas de São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais, e à frente do Rio de Janeiro, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Em agosto, o Brasil comercializou 57.386 unidades de eletrificados leves, com crescimento de 2% sobre julho e 184% acima de agosto de 2025.

De janeiro a agosto de 2026, o Brasil emplacou 328.477 unidades de eletrificados leves, volume 160,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O país chegou a 950.183 veículos eletrificados em circulação até agosto de 2026, considerando modelos 100% elétricos e diferentes categorias de híbridos, conforme a ABVE.

Apesar da expansão rápida da frota, a infraestrutura de recarga ainda não acompanha o mesmo ritmo. Segundo a associação, o Brasil dispõe de 25 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga para cerca de 506 mil veículos plug-in, representando aproximadamente 20 veículos por ponto de recarga.

Soluções improvisadas para a recarga podem colocar em risco não apenas as baterias dos automóveis, mas também as instalações elétricas e os próprios veículos. “O carregamento de um carro elétrico em uma tomada doméstica deve ser uma última alternativa, e não a solução principal para o dia a dia. Carregadores domésticos podem causar superaquecimento e incêndios, até porque a infraestrutura elétrica residencial nem sempre está preparada para suportar a demanda de energia. Os carros elétricos necessitam de estações próprias, pois trabalham com correntes altas”, alertou Andrey Nikollas Bucko, engenheiro eletricista da PSMR, fabricante de tecnologias voltadas às instalações elétricas.

Segundo o especialista, uma oscilação de energia pode danificar componentes internos sensíveis do carregador do veículo elétrico. Flutuações na tensão elétrica podem resultar em falha prematura dos circuitos, e uma sobrecarga de energia pode ultrapassar o carregador e atingir a bateria e os componentes eletrônicos do automóvel. A bateria possui alto custo de substituição, e sua vida útil pode ser reduzida em situações de sobrecarga.

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