TSE julgará nesta quarta decisão de Mendonça sobre post sobre Flávio Bolsonaro

Ministro Kassio Nunes Marques pautou para hoje julgamento em plenário virtual sobre remoção de publicações com informação falsa

TSE julgará nesta quarta decisão de Mendonça sobre post sobre Flávio Bolsonaro
Ministro Kassio Nunes Marques pautou julgamento para esta quarta-feira (30) — Foto: MPF pede suspensão da perfuração de petróleo na Margem Equatorial

O presidente do TSE pautou para hoje o julgamento em plenário virtual da decisão do ministro André Mendonça sobre remoção de publicações.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, pautou para esta quarta-feira (30) o julgamento em plenário virtual da decisão do ministro André Mendonça que determinou a remoção de publicações com a informação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A sessão virtual começa às 10h.

O plenário é composto por sete ministros, incluindo Mendonça e o presidente da Corte. Com a participação de todos, a maioria é formada por quatro votos.

O processo trata de uma publicação do humorista Antonio Tabet, que trazia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da frase: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. A postagem foi feita em meio à circulação, nas redes sociais, da informação falsa de que Flávio retiraria o título da santa se fosse eleito presidente.

Mendonça determinou a remoção do post e ampliou a ordem para outras publicações que atribuíssem a Flávio ou à sua família a intenção de retirar o título de padroeira do Brasil.

Após a determinação, Tabet acionou o STF (Supremo Tribunal Federal). Em vez de apresentar uma nova ação, fez o pedido em um processo já relatado por Flávio Dino, que tratava de uma decisão da Justiça Eleitoral sobre uma publicação relacionada à inelegibilidade de Deltan Dallagnol. A defesa pediu que os efeitos da decisão de Dino fossem estendidos ao caso do humorista.

Dino acolheu o pedido e derrubou a ordem de Mendonça. Para o ministro, a remoção representava uma restrição excessiva à liberdade de expressão e poderia configurar censura prévia, especialmente durante o período eleitoral. Ele também afirmou que não era possível concluir que a expressão “família miliciana” se referia diretamente a Flávio Bolsonaro.

Na segunda-feira (28), o ministro Luiz Fux, também do STF, suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu as determinações da Justiça Eleitoral. As plataformas receberam prazo de 24 horas para voltar a cumprir a ordem de Mendonça. A decisão de Kassio submeterá o caso ao colegiado do TSE para julgamento final.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress