Governador e ex-ministro trocaram acusações e subidas de tom na Rede Globo, com foco em corrupção e gestão

Debate entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad na Rede Globo foi marcado por confronto pessoal, irritação visível e acusações sobre corrupção e gestão do Estado
O debate entre Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo) e Fernando Haddad (ex-ministro da Fazenda) transmitido pela Rede Globo foi marcado por confronto pessoal intenso em detrimento do diálogo com eleitores. O embate registrou várias subidas de tom, expressões em inglês e termos fiscais técnicos que dificultaram a compreensão do público geral.
Haddad empenhou-se desde o início em apontar falhas da gestão atual e acusar o governador do não cumprimento de promessas. O ex-ministro buscou também conectar Tarcísio a problemas do governo Jair Bolsonaro (PL) na Presidência, numa tentativa maior de desconstruir o rival. Em suas considerações finais, Haddad reforçou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva com duras críticas a Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto.
Tarcísio mostrou-se irritado com os ataques do adversário em mais de uma ocasião. O governador dedicou-se a defender a administração paulista, mas em alguns momentos desviava para tecnicalidades e detalhes administrativos do governo. Muitas vezes falava uma língua difícil de ser compreendida pela maioria dos eleitores que assistiam em casa.
O tema da corrupção teve destaque no debate. A lista de menções incluiu caso Master, Lulinha, Operação Lava-Jato, a ação do crime organizado no Estado e a operação contra o ex-vereador Milton Leite. Muitos desses ataques olhavam para o que ocorre na política nacional, sinalizando que o confronto da TV Globo teve ares de ensaio para uma possível corrida presidencial em 2030, assim como ocorreu no debate da Band um mês antes.


