Candidatos discutiram infraestrutura, exportação e políticas regionais nesta sexta. Ataques diretos ficaram para o quarto bloco do debate da Globo.

Candidatos presidenciais participaram do último debate antes da eleição deste domingo. Discussão focou em infraestrutura e políticas regionais.
Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram nesta sexta-feira (23) do último debate entre os candidatos a presidente realizado pela TV Globo. Ambos disputam a eleição neste domingo (25).
O debate da Globo teve menos ataques que o da Band, realizado no dia 18. Pelo menos no início, não houve menções a problemas pessoais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, ou Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula.
Houve, porém, provocações durante os blocos iniciais. “Quem vai governar, Lula, você ou o google?”, perguntou Flávio, após o presidente mencionar para “dar um Google” em uma informação. Lula respondeu: “Flávio é como aquele aluno que decora tudo, mas não aprende nada”.
No primeiro bloco, com tema sorteado sobre infraestrutura e exportação, Flávio abriu perguntando e indicou que o país é um cemitério de obras inacabadas. Lula respondeu que nunca se investiu tanto em infraestrutura no país quanto em seu governo e mencionou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para criação de hidrovias, ferrovias, estradas, portos e aeroportos.
Flávio retrucou afirmando que vai concluir a ferrovia TransNordestina e “rasgar o país em ferrovias”. Lula contestou, afirmando que o governo atual já está fazendo a TransNordestina e a obra nas Serra das Araras.
Na discussão sobre a região Sudeste, Lula afirmou que, se dependesse dos Bolsonaros, o salário mínimo seria de R$ 900. Em resposta, Flávio questionou Lula sobre o endividamento da população. Lula falou dos reajustes do salário mínimo em governos do PT e disse que seu adversário não sabe o valor do salário mínimo.
Sobre a região Centro-Oeste, Flávio afirmou que é a região que mais produz alimentos no Brasil e questionou a dificuldade de incentivos ao setor no governo petista. Lula retrucou: “Ele estuda para decorar, não para aprender”. Flávio lembrou a burocracia e a dificuldade em investir em maquinário, afirmando que em seu governo haverá segurança jurídica para investir.
Os ataques mais diretos entre os candidatos ficaram reservados para o quarto e último bloco do debate.



